SÃO CARLOS — O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acusou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), de não querer colocar em análise pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Flávio, os dois estariam preocupados com a própria proteção.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (4), durante atividade de campanha em São Carlos, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Flávio criticou uma reunião entre Alcolumbre e Moraes e afirmou que o Senado deixou de analisar 54 processos contra o ministro porque o presidente da Casa não os pautou.
O senador também mencionou o ministro Flávio Dino e disse que teriam sido combinadas ações ilegais contra ele. Na avaliação de Flávio, Alcolumbre teria priorizado a proteção de um aliado em detrimento da instituição.
Na terça-feira (1), veio a público que Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, perguntou a Moraes se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso e quando estava prestes a viajar para o exterior. Flávio também citou um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, e o banco.
O candidato chegou ao município às 12h e visitou um hub de tecnologia com Tarcísio. Depois, os dois foram à praça do Mercado Central, onde participaram de um comício. Durante o ato, Flávio convocou a população para uma manifestação na avenida Paulista na próxima segunda-feira (7), feriado da Independência do Brasil.
Ele afirmou ainda que está impedido de ver o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por ordem de Moraes. Em entrevista coletiva, classificou como “uma luz no fim do túnel” a possibilidade de o STF aprovar um código de ética para magistrados e defendeu a saída de Moraes da Corte.
Flávio também apresentou propostas como a castração química de estupradores e a redução da maioridade penal, além de criticar o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tarcísio criticou a economia, enquanto André do Prado (PL) pediu anistia e liberdade para Bolsonaro.


