JUIZ DE FORA — A criação de um Governo Regional é uma das principais propostas de Gabriel Azevedo, candidato do MDB ao governo de Minas Gerais nas eleições 2026. A ideia é reduzir a concentração de servidores na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e aproximar a gestão estadual das diferentes regiões.
Gabriel afirmou que o governador pode nomear livremente cerca de 4.000 pessoas e defendeu a distribuição desses profissionais pelos territórios mineiros. Segundo ele, seriam quatro representantes por região, totalizando 40 pessoas — menos de 1% do grupo que atua em Belo Horizonte. Esses representantes acompanhariam obras, prazos, recursos e políticas públicas locais.
A proposta também prevê parcerias com universidades para fortalecer iniciativas já existentes e manter os recursos nas próprias regiões. O candidato disse que o desenvolvimento econômico deve considerar as características de cada localidade. Citou Ibitipoca como exemplo de potencial turístico associado à gastronomia, à natureza e aos serviços.
Ferrovias e infraestrutura
Na área de transportes, Gabriel defendeu a expansão da malha ferroviária e afirmou que pretende buscar recursos federais para os projetos. Ele citou a disponibilidade de R$ 20 bilhões em Brasília e disse que o governo estadual deve dialogar com o governo federal independentemente do partido do presidente.
Entre os trechos mencionados está a ligação entre Juiz de Fora, Matias Barbosa, Três Rios e Rio de Janeiro, com uma bifurcação em Três Rios para atender a região de Paraíba e Cataguases. Segundo o candidato, a estrutura poderia transportar cargas e passageiros, além de melhorar a competitividade de produtores de Ubá.
Gabriel reconheceu que obras ferroviárias exigem alto investimento e podem levar mais de um mandato. Ainda assim, defendeu que os projetos sejam iniciados. Também propôs mudanças nos contratos de manutenção das rodovias e criticou um modelo baseado apenas na cobrança de pedágios.
Saúde, educação e segurança
Na saúde, o candidato propôs transparência na fila de cirurgias, com informação sobre a posição do paciente e o local previsto para o atendimento. Ele também citou a participação de hospitais filantrópicos, mutirões e a garantia de transporte quando o procedimento ocorrer em outra cidade.
Para a distribuição de medicamentos, defendeu sistemas de entrega mais eficientes, sobretudo para idosos. Também propôs o uso de tecnologia sem eliminar o atendimento humano e a oferta de consultas especializadas em cidades do entorno, evitando deslocamentos desnecessários até Juiz de Fora.
Na educação, Gabriel criticou a chegada ao ensino superior de estudantes sem domínio de leitura, escrita e matemática. Defendeu o acompanhamento da aprendizagem e mencionou o programa Aprender em Rede, da Prefeitura de Juiz de Fora. Também citou a participação da Universidade Federal de Juiz de Fora e da Universidade Federal de Viçosa no apoio a alunos e professores.
Para a segurança pública, propôs uma central integrada de combate à criminalidade, com troca de informações entre as polícias Militar, Civil e Federal. Ele também defendeu o bloqueio dos recursos financeiros do crime e afirmou que os presídios não devem ser usados por facções.
Na prevenção da violência contra a mulher, apresentou a proposta de feminicídio zero, com tornozeleiras eletrônicas para pessoas sob risco de cometer o crime e uma rede de proteção e recomeço para vítimas que precisem deixar suas casas. Gabriel também defendeu ações contra o machismo, o respeito à orientação sexual e a criação de um observatório da diversidade, com atenção a indígenas e quilombolas.


