RIO DE JANEIRO — Anthony Garotinho, candidato ao Governo do Rio de Janeiro pelo Republicanos, defendeu a ampliação do tempo de permanência dos estudantes nas escolas estaduais com atividades de tecnologia no contraturno. A proposta prevê a manutenção das disciplinas tradicionais pela manhã e a preparação de professores para o uso de novas ferramentas.
O candidato afirmou que a capacitação poderia ser financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Durante a sabatina promovida pelo Todos Pela Educação na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Garotinho relacionou a medida às transformações provocadas pela inteligência artificial. “Novos empregos estão surgindo com inteligência artificial e nós precisamos capacitar os professores pra isso”, declarou.
Garotinho não informou metas ou prazos para colocar em prática a ampliação da jornada e o programa de formação docente. Ele também disse que pretende cumprir o piso salarial nacional do magistério, mas não apresentou detalhes sobre a execução da proposta.
A avaliação das escolas foi outro ponto abordado pelo candidato. Ele propôs retomar um modelo semelhante ao antigo programa Nova Escola, com critérios que não se limitem ao desempenho dos alunos. A análise incluiria a qualidade da merenda, as condições de conservação dos prédios e a disponibilidade das unidades para atividades comunitárias aos fins de semana.
Na área de gestão, Garotinho afirmou que pretende “despartidarizar” a Secretaria Estadual de Educação. A ideia é preencher os cargos da pasta com base em critérios técnicos. Também nesse caso, não foram apresentadas metas nem prazos.
A principal mudança defendida pelo candidato no processo de progressão escolar é o encerramento da aprovação automática. Pela proposta, o estudante somente passaria de série após alcançar os níveis de aprendizagem definidos pela Secretaria de Educação. Durante a sabatina, Garotinho não estabeleceu um objetivo numérico ou um cronograma para implementar a medida.


