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Política

Perícia rejeitou 27 aparelhos por falhas em lacres de investigação sobre “Dark Horse”

Instituto de Criminalística apontou que embalagens permitiam acessar dispositivos sem romper os selos de segurança.

Perícia rejeitou 27 aparelhos por falhas em lacres de investigação sobre “Dark Horse”
Foto: Reprodução

O Instituto de Criminalística de São Paulo recusou 27 dispositivos apreendidos pela Polícia Civil na investigação relacionada à produtora do filme “Dark Horse”. Os peritos identificaram falhas nas embalagens que permitiam retirar os objetos ou acessar os dados sem romper os lacres de segurança.

O material incluía 13 pendrives, nove notebooks e cinco celulares. Os equipamentos estavam vinculados a 17 guias originais de remessa. Após o retorno à delegacia e a reembalagem dos itens, o processo passou a registrar 18 guias. Uma delas reunia dez pendrives.

Falhas nas embalagens

A primeira recusa ocorreu em 2 de junho, um dia depois das buscas. Quatro guias foram devolvidas porque os pacotes tinham aberturas grandes o bastante para permitir a retirada dos aparelhos. O primeiro termo registra que as guias 278035, 277890, 278028 e 277899 tinham espaço suficiente para remover as peças destinadas à perícia.

Esses lotes incluíam pendrives recolhidos em endereços da Make One e da Complexys/Fast Future, empresas subcontratadas pelo ICB (Instituto Conhecer Brasil) na execução de um programa de internet.

Em 3 de junho, outros 13 lotes foram recusados. As aberturas permitiam conectar cabos aos celulares e notebooks, o que tornava possível ligar os equipamentos, transferir arquivos ou alterar dados sem violar o lacre numerado. O documento afirma que o acondicionamento inadequado criou uma abertura que possibilitava alcançar os objetos mesmo com o selo preservado.

A documentação não afirma que os dispositivos tenham sido manipulados. Também não registra desaparecimento de aparelhos nem rompimento dos lacres numerados. A diferença entre o número de guias antes e depois da reembalagem indica que ao menos um invólucro foi dividido durante o procedimento.

Investigação e retomada da perícia

Os equipamentos foram apreendidos em buscas realizadas em 1º de junho, em residências e empresas ligadas ao ICB, presidido por Karina Ferreira da Gama. Ela também dirige a Go Up Entertainment, responsável pela produção de “Dark Horse”. A investigação apura suspeitas de fraude e desvio em um contrato de R$ 108 milhões firmado pelo instituto com a Prefeitura de São Paulo para instalar e manter 5.000 pontos gratuitos de internet em comunidades de baixa renda.

Uma das hipóteses é que parte dos recursos públicos tenha sido direcionada a atividades privadas ligadas a Karina, incluindo a produção do filme. A maior parte dos dispositivos veio de empresas subcontratadas pelo ICB, e não diretamente da produtora ou de Karina.

Em 8 de junho, a Polícia Civil registrou que os objetos haviam retornado do Instituto de Criminalística para a correção das embalagens. Foram colocados novos lacres, e os equipamentos foram reenviados para análise. Depois disso, os aparelhos foram recebidos e submetidos à extração de dados.

O inquérito da Polícia Civil de São Paulo foi compartilhado com a Polícia Federal por determinação do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). O sigilo foi levantado pelo ministro neste domingo (13).

A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao STF ao menos quatro vezes que o caso fosse concentrado no ministro André Mendonça, primeiro relator do tema na corte. A alegação é que Mendonça já relatava outras duas petições relacionadas à investigação. Parte do caso, porém, ficou com Dino por envolver suspeitas sobre o uso indevido de emendas parlamentares.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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