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Política

PF analisa informações sobre interferência externa antes de decidir por inquérito

Procedimento aberto após representação da AGU está sob responsabilidade da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal.

PF analisa informações sobre interferência externa antes de decidir por inquérito
Foto: Adriano Machado/Reuters

A Polícia Federal ainda não confirmou elementos concretos de risco contra embaixadas, enquanto analisa materiais apreendidos em uma investigação sobre possíveis atos contra instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil. A corporação cumpriu, na sexta-feira (2), dois mandados de busca e apreensão: um em São Paulo e outro no entorno do Distrito Federal.

A apuração sobre interferência e financiamento externo no país é conduzida pela Diretoria de Inteligência da PF e começou depois de uma representação encaminhada pela Advocacia-Geral da União (AGU). O procedimento está em fase preliminar, sem a instauração formal de um inquérito policial.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo (4) que a corporação avalia as informações recebidas antes de definir os próximos passos. “Já é uma investigação em andamento, mas ainda não foi instaurada a portaria do inquérito policial”, disse durante visita ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN).

Rodrigues declarou que essa investigação não se confunde com o inquérito aberto após uma comunicação dos Estados Unidos sobre possíveis riscos a instalações diplomáticas americanas no Brasil. As duas apurações poderão ser conectadas se forem identificados elementos correlacionados.

No caso das instalações diplomáticas, a PF já instaurou um inquérito e mantém o processo sob sigilo. A análise do material recolhido continua, mas, até o momento, não foi identificado um plano nem um risco efetivo contra qualquer embaixada. “Os elementos colhidos ontem não indicam nada concreto, nenhum plano que a gente tenha identificado”, afirmou Rodrigues.

No sábado (3), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, declarou que as eleições não estavam sob ameaça concreta, seja internacional ou do crime organizado.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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