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Política

Renan Santos indica Paulo Cruz para o Ministério da Educação

Candidato anunciou o professor como possível ministro e destacou suas críticas às cotas raciais e à educação básica.

Renan Santos anuncia ministro da Educação contra cotas - 03/09/2026 - Mônica Bergamo - Folha

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) anunciou o professor, filósofo e escritor Paulo Cruz como seu escolhido para comandar o Ministério da Educação (MEC) em um eventual governo. A indicação foi feita no Show do Bacci.

Negro e crítico à política de cotas raciais, Cruz defende que as políticas educacionais priorizem o ensino básico. Em entrevista de 2022, classificou a celebração dos dez anos das cotas como uma “vitória de Pirro” e afirmou que a medida não produz ganho real para o Brasil, além de esconder deficiências da educação básica.

Ao apresentar o nome, Renan afirmou que Cruz conhece os problemas estruturais do ensino brasileiro e não recorreria, em sua avaliação, a soluções simplistas. “Paulo Cruz é uma das pessoas mais brilhantes, um homem que é professor, escritor, uma das pessoas mais inspiradoras”, disse o candidato.

Formação e posições

Cruz, 47, é formado em filosofia e em processamento de dados e tem mestrado em ciência da religião pela Universidade Metodista de São Paulo. Ele é professor desde 2014.

Na entrevista, o professor afirmou que “o problema de origem, o problema real, é o ensino básico”. Para Cruz, as cotas não enfrentariam as desigualdades formadas antes da chegada dos estudantes à universidade.

Ele disse não ser contrário ao uso das cotas por pessoas que possam se beneficiar da política. “Se existe, é para ser usado”, afirmou, embora tenha mantido críticas ao modelo.

Cruz também declarou que não se alinhava ao então governo Jair Bolsonaro nessa questão. “Sou crítico ao governo. Sou crítico às cotas, mas provavelmente não pelos motivos que ele possa ter”, disse.

Na mesma ocasião, relatou ter sido chamado de “capitão do mato” nas redes sociais por causa de suas posições sobre ações afirmativas. Segundo ele, as críticas não o intimidavam. Cruz defendia o direito de manter posições conservadoras e de discordar do pensamento predominante.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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