A pastora e publicitária Sarah Lole afirma que a fé orienta decisões pessoais, familiares e profissionais. Ela diz começar orando antes de escolher desde uma viagem até uma cirurgia estética e define o cristianismo como um estilo de vida.
Sarah, 31 anos, cresceu na Assembleia de Deus da Penha, igreja liderada por seu avô. Em 2010, a instituição passou a se chamar Vitória em Cristo, sob liderança de Silas Malafaia, casado com a pastora Elizete, irmã da mãe de Sarah.
Família e trabalho
A pastora conta que se afastou da religião aos 18 anos, durante um relacionamento marcado por traições. Mais tarde, associou a dependência emocional à falta de demonstrações de afeto do pai, que era coronel da PM. Ela afirma ter encerrado a relação após pedir ajuda a Deus. Depois, viveu outro namoro com um homem que posteriormente se assumiu homossexual.
Sarah conheceu o marido, Matheus, em um culto. O casal está junto desde 2019 e planeja começar a tentar ter filhos no fim deste ano. Na ordem de prioridades apresentada por ela, Deus vem antes da família, da igreja e do trabalho.
Ordenada pastora aos 29 anos, ela considera que recebeu o título cedo. O cargo é voluntário. A publicitária trabalha em home office com as redes sociais de Malafaia e afirma ter deixado de lado planos de crescimento financeiro para estar mais presente na igreja. Antes, passou pela L’Oréal e perdeu o interesse em alcançar os postos mais altos do setor executivo.
Sarah diz que a atividade pastoral não deve se sobrepor ao casamento. “Se ele está doente, estarei cuidando dele antes de ficar servindo que nem louca dentro de uma igreja”, afirma.
Posições sobre família e política
A pastora interpreta a submissão feminina prevista na Bíblia como uma missão compartilhada com o marido, e não como inferioridade. Ela defende que a mulher confie no cônjuge para conduzir o lar e rejeita o feminismo por entender que ele interfere na divisão de responsabilidades familiares.
Sobre a comunidade LGBTQIA+, Sarah afirma que a igreja deve receber todos, mas sustenta que a fé precisa produzir mudanças na vida das pessoas. Ela também relata ter sofrido preconceito por ser cristã e diz que a transformação do comportamento ocorre por meio do Espírito Santo.
A preocupação com a violência, segundo Sarah, começou depois de um assalto sofrido com a família durante a infância, no caminho para um culto. Ela relaciona a criminalidade à educação ruim e à pobreza, defende a Lei Maria da Penha e afirma que homens que agridem mulheres devem ser presos.
Sarah não apoia a liberação de armas porque considera que o Brasil não tem maturidade para lidar com elas. “Um vai atirar no outro, vai ser pior ainda”, diz.
Na política, identifica-se com a direita e declara voto em Flávio Bolsonaro (PL) neste ano. Ela afirma que o apoio a Jair Bolsonaro (PL) foi necessário para enfrentar a esquerda e proteger família, pátria e religião. A pastora também defende a participação de evangélicos nas eleições e diz que, no passado, a política era atribuída ao diabo, mas que essa postura mudou.


