A Sportingbet ainda não definiu como ficarão os contratos de patrocínio com Palmeiras e Vasco após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinar uma Medida Provisória que vetou as operações das bets no mercado brasileiro. A empresa mantém conversas com os dois clubes e avalia os próximos passos enquanto espera uma possível reversão da medida.
Antonio Forjaz, responsável pelas operações da Sportingbet na América Latina, afirmou que a companhia esperava uma Medida Provisória com limitações para o setor, mas não uma proibição total. A indústria havia sido regulada há 1,5 ano. “Admito que foi com alguma surpresa [que recebeu a decisão do governo]”, disse.
Contratos com os clubes
A Sportingbet fechou com o Palmeiras, o alviverde, em janeiro de 2025, em um acordo válido por três anos. O contrato prevê cerca de R$ 100 milhões fixos por ano ao clube paulista. Com o Vasco, o acordo foi firmado em julho de 2026, tem validade até o fim de 2027 e prevê R$ 40 milhões fixos anuais.
Forjaz afirmou que as tratativas com as duas equipes continuam, sem decisão sobre o futuro dos contratos. Segundo ele, os acordos foram construídos com perspectiva de longo prazo. A empresa também avalia com os clubes como manter o apoio às equipes dentro das regras que forem aplicadas.
O executivo disse que a parceria depende da possibilidade de a Sportingbet ocupar espaço nas camisas. Se a empresa continuar impedida de operar no país, será necessário discutir com Palmeiras e Vasco como os acordos poderão funcionar.
Próximos passos
Forjaz afirmou que a Sportingbet “investiu centenas de milhões, para não falar mais” para operar e firmar contratos de patrocínio no Brasil. A empresa estima ter entre 50 a 100 funcionários diretos no país, enquanto o ecossistema ligado à operação alcançaria aproximadamente 300 pessoas.
O executivo disse que a companhia pretende conversar com os órgãos responsáveis para buscar uma forma de continuar no mercado brasileiro. Também citou a tramitação da medida no Congresso e a possibilidade de recorrer a instrumentos judiciais e legislativos. “Tem que ser aprovada, tem que passar pelo voto do Congresso”, afirmou.


