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Política

TSE apura alcance de publicações em canal de WhatsApp ligado a Janones

Após liberar o canal, ministro do TSE determinou análise sobre circulação das mensagens e riscos ao processo eleitoral.

TSE apura alcance de publicações em canal de WhatsApp ligado a Janones
Foto: Adriano Machado/Reuters

A decisão que permitiu a retomada do canal de WhatsApp “Exército do Lula” foi acompanhada de uma determinação para que o Tribunal Superior Eleitoral examine o alcance das publicações. A Assessoria de Enfrentamento à Desinformação deverá verificar se o material também circula em outras plataformas digitais e se há providências para avaliar riscos à integridade do processo eleitoral.

O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e reúne mais de 3 milhões de usuários. A ferramenta é apresentada como uma das apostas da campanha de Lula para mobilizar sua estrutura digital.

Suspensão e retomada

A ordem de investigação foi dada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, neste domingo (11). Antes, atendendo a uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o ministro havia determinado a suspensão do canal. A campanha acusa Janones de disseminar informações falsas e coordenar ataques contra a candidatura.

A suspensão foi derrubada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral do TSE. Ele autorizou o retorno das atividades, incluindo novas publicações e a entrada de seguidores, até que o plenário do tribunal avalie o caso.

Cueva, no entanto, determinou que Janones não divulgue nem reproduza conteúdos cuja ilicitude já tenha sido reconhecida anteriormente pelo tribunal. O ministro também pediu que o processo seja analisado na primeira sessão virtual regimentalmente disponível, com prioridade e, preferencialmente, em até 24 horas.

Reações à decisão

Na avaliação de Cueva, a campanha de Flávio Bolsonaro não apresentou provas suficientes para justificar a suspensão. O ministro manteve a ordem para que o senador complemente o material apresentado.

Durante um ato da esquerda na Paulista, Lula classificou a decisão de Kassio como “absurda” e afirmou estar desconfiado do comportamento da corte eleitoral. Ministros de uma ala do TSE disseram extraoficialmente que havia indícios de engajamento de Kassio na campanha de Flávio Bolsonaro. Especialistas em direito eleitoral também questionaram a postura do magistrado.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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