PORTO VELHO — Sophia, de 12 anos, passou por uma cirurgia para corrigir uma escoliose toracolombar que havia chegado a 52 graus. O procedimento foi realizado em 8 de abril de 2026, em um hospital de Porto Velho, após a família recorrer à Justiça. O Governo de Rondônia pagou R$ 250 mil pelo tratamento na rede particular.
A menina foi diagnosticada em 2023, quando tinha 10 anos. Durante mais de dois anos, a curvatura da coluna aumentou, provocando dores e limitando atividades da rotina. Segundo a mãe, Lidiane Laborda dos Santos, Sophia também sentia vergonha da própria coluna.
Decisão judicial e espera pelo tratamento
Antes da cirurgia, a família buscou atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas, segundo Lidiane, não encontrou profissionais especializados para acompanhar o caso. O procedimento foi indicado por médicos, mas o custo estimado estava acima das possibilidades da família.
Em 4 de fevereiro de 2026, a Vara de Proteção à Infância e Juventude de Porto Velho determinou que R$ 250 mil fossem transferidos de uma conta judicial para a clínica responsável pela cirurgia. O pagamento foi feito pelo Governo de Rondônia depois que a família recorreu à Justiça.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que a rede estadual não tinha estrutura técnica para realizar o procedimento naquele período. Por isso, o atendimento ocorreu na rede particular, em cumprimento à decisão judicial, e incluiu internação e acompanhamento pós-operatório.
Quando recebeu a confirmação de que o dinheiro havia sido depositado e de que a cirurgia estava marcada, Lidiane disse ter sentido alívio. O procedimento durou quase 10 horas. Após a operação, os médicos informaram que tudo havia ocorrido bem.
“E quando fomos para o quarto, a Sophia me disse que era um dos dias mais feliz da vida dela, porque ela não estava mais sentindo dor”, contou a mãe.
Recuperação
No dia seguinte à cirurgia, Sophia pediu para se levantar e andar. Com autorização médica, caminhou pelo corredor do hospital. Lidiane afirmou que a filha ainda não pode fazer todas as atividades, mas espera que ela retome gradualmente a rotina.
Segundo a mãe, os médicos informaram que houve correção de 99% da curvatura. Sophia não sente mais as dores que enfrentava antes, mas continua em acompanhamento durante a recuperação.
As consultas de retorno ocorrem de 45 a 45 dias, e cada avaliação exige um novo raio-X panorâmico. De acordo com Lidiane, esse exame não é realizado pelo SUS e precisa ser feito na rede particular.


