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Saúde

Ebola chega a 63 zonas de saúde enquanto vigilância enfrenta lacunas no Congo

A expansão para Bulu e Dungu ocorre enquanto mais de 80% dos novos casos são identificados fora das listas de contatos.

Ebola chega a 63 zonas de saúde enquanto vigilância enfrenta lacunas no Congo
Foto: Arsene Mpiana/Reuters

O surto de ebola na República Democrática do Congo alcançou duas novas zonas de saúde, informou a Organização Mundial da Saúde na sexta-feira. Bulu, na província de Sud Ubangi, e Dungu, em Haut-Uele, ficam perto da fronteira com o Sudão do Sul. Com a expansão, 63 zonas de saúde, distribuídas por sete províncias, foram afetadas.

A ampliação ocorre em meio a uma resposta que ainda não consegue acompanhar a circulação do vírus. Mais de 80% dos novos casos confirmados foram identificados entre pessoas que não estavam nas listas de contatos, segundo Jean Kaseya, diretor-geral dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC da África). Para ele, o dado indica que a transmissão continua fora do alcance da vigilância.

Distância entre casos e contatos

As autoridades identificaram cerca de 30 mil pessoas que podem ter sido expostas ao vírus. O número fica abaixo das mais de 400 mil pessoas que deveriam ser localizadas a partir dos casos confirmados.

Kaseya afirmou que, para cada caso de ebola, a expectativa é encontrar cerca de 60 pessoas que tiveram contato direto ou indireto com o infectado. Com cerca de 7.000 casos confirmados, isso representaria aproximadamente 420 mil contatos. “Mas, atualmente, temos apenas 30 mil pessoas na lista de contatos”, disse.

O surto foi detectado em maio e é o segundo maior já registrado, atrás apenas do ocorrido na África Ocidental entre 2014 e 2016. Na semana passada, autoridades das Nações Unidas e do governo congolês relataram sinais de desaceleração da transmissão em algumas das áreas mais afetadas de Ituri, considerada o epicentro.

A primeira-ministra congolesa, Judith Suminwa Tuluka, afirmou na quarta-feira que a resposta começou a produzir resultados concretos e classificou o surto como um grande teste para o país. Kaseya reconheceu alguma melhora, mas disse que a situação ainda era grave.

O diretor-geral do CDC da África não estabeleceu prazo para o controle do surto. Ele afirmou que se sentiria mais seguro para fazer uma previsão caso os novos casos fossem encontrados nas listas de contatos, não houvesse mortes nas comunidades e não surgissem novas infecções entre profissionais de saúde.

O CDC da África informou que quase US$ 2,9 bilhões foram prometidos para a resposta em uma reunião convocada pelos Estados Unidos em Nova York na quinta-feira (24). Desse total, US$ 886 milhões seriam destinados pelo governo norte-americano.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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