A Academia Brasileira de Letras comunicou a morte do jornalista e escritor Zuenir Ventura, ocorrida na manhã desta terça-feira, 22. A causa foi uma pneumonia. O velório está marcado para esta quarta-feira, 23, na sede da instituição.
Integrantes da academia destacaram a atuação de Ventura no jornalismo e na interpretação do Brasil. Marcos Lucchesi afirmou que o escritor foi “o poeta da cidade partida” e ressaltou sua busca pelo diálogo.
Ruy Castro lembrou que Ventura voltou a trabalhar como repórter, percorreu diferentes lugares e viajou até 1968, reunindo material sobre o país. Arno Wheling classificou a perda como significativa para o jornalismo e a cultura brasileira, citando as reflexões do escritor sobre 1968 e a “cidade partida”.
Rosiska Darcy disse que Ventura foi “único e irrepetível” e o associou a um período de sonhos e esperanças. Ana Maria Machado o descreveu como um amigo antigo, muito querido e uma pessoa admirável. Lilia Schwarcz lamentou a morte e afirmou sentir uma tristeza profunda.
Lucchesi também recordou momentos de amizade com Ventura e mencionou músicas de piano que tocou para ele. As manifestações foram divulgadas pela Academia Brasileira de Letras.


