A autobiografia de Alcione Albanesi, fundadora e presidente da ONG Amigos do Bem, ocupa a primeira posição na lista de livros mais vendidos de não ficção. Coragem para Transformar vendeu mais de 20 000 exemplares, conforme dados da BookInfo, e permanece no topo há sete semanas.
A obra ultrapassou Bom Dia, Inverno, de Tamara Klink, que havia liderado o ranking por 16 semanas e continua entre os livros mais vendidos há 22. No livro, Alcione relata sua trajetória empresarial, a criação da organização social e a decisão de abandonar a carreira anterior para se dedicar ao trabalho desenvolvido no sertão nordestino.
Trabalho social e trajetória pessoal
A Amigos do Bem foi criada em 1993, a partir de um pequeno grupo liderado por Alcione. Atualmente, a organização atende regularmente a mais de 150 mil pessoas em Alagoas, Pernambuco e Ceará. Seus projetos envolvem educação, estímulo de renda e acesso à água, à moradia e à saúde.
A autora afirma que a continuidade da iniciativa é uma das razões de seu orgulho. “É muito fácil começar um projeto e depois parar”, disse Alcione, ao destacar que o trabalho já dura 33 anos. Segundo ela, o livro também apresenta as dificuldades enfrentadas como empresária e os episódios pessoais que contribuíram para sua transformação.
Alcione diz que decidiu expor aspectos de sua vida para se aproximar de leitores que enfrentam dificuldades. “Escrevi esse livro não para contar as minhas conquistas”, afirmou, mas para registrar as experiências que mudaram sua maneira de ver o mundo.
Divulgação em livrarias
A estratégia de lançamento incluiu uma mobilização para estimular compras em livrarias físicas. Pessoas próximas e parceiros ajudaram a criar um link que direcionava os leitores às lojas. A iniciativa aproximou Alcione de livreiros, que participaram da divulgação e contribuíram para a realização de encontros com o público.
A agenda da autora passou a incluir compromissos no Brasil e no exterior. Ela relatou ter sido convidada para conversas e palestras ligadas ao livro, incluindo uma participação em Frankfurt e outra em Portugal.
Para Alcione, a recepção da autobiografia indica que sua história dialoga com empresários, executivos e pessoas que procuram respostas sobre o próprio futuro. O livro se concentra na ideia de propósito e na reflexão sobre o legado que cada pessoa pretende deixar.


