A C&A planeja manter a expansão de suas lojas e ampliar a integração entre os canais físicos e digitais até 2030. A estratégia, chamada Full Power, prevê reformas e novas unidades, enquanto o comércio eletrônico ganha participação no faturamento da companhia.
Paulo Correa Junior, que dirige a empresa desde 2015, afirmou que a varejista registrou crescimento de cerca de 30% a 35% nos últimos três anos. Para os próximos períodos, a previsão é reformar de 30 a 35 lojas e abrir de dez a quinze novas unidades por ano. Neste ano, a empresa tem mais de 30 reformas previstas e está inaugurando perto de quinze lojas.
A expansão ocorre em um mercado com maior presença de redes internacionais. A H&M iniciou operações no Brasil em 2025 e anunciou, em agosto deste ano, mais quatro unidades, elevando sua rede a treze lojas no país. Correa disse que a chegada de concorrentes pode aumentar o movimento nas regiões onde as marcas se instalam: “Eles são super bem-vindos. Algumas dessas lojas que abriram pertinho da C&A acabaram trazendo mais interesse do consumidor para aquela localidade e até mais fluxo para a C&A.”
Segundo o executivo, o conhecimento acumulado sobre o público brasileiro é uma das bases da estratégia da companhia, que completa 50 anos de operação no país. A C&A desenvolve coleções destinadas ao mercado brasileiro, em vez de trazer linhas produzidas para outros lugares.
A participação do comércio eletrônico também cresceu. Há cinco anos, as vendas digitais representavam entre 2% e 2,5% do faturamento; agora, respondem por cerca de 8%. A empresa busca integrar as duas operações, permitindo comprar pela internet e retirar na loja, ou reservar um item no estabelecimento e recebê-lo em casa. “É uma C&A, uma experiência completa”, afirmou Correa.
As ações pelos 50 anos incluíram a montagem de lojas e uma ativação no Rock in Rio, relacionando moda e música como formas de expressão.


