RIO DE JANEIRO — A volta de Carminha ao Divino será o ponto de partida de Avenida Brasil 2. Interpretada novamente por Adriana Esteves, a personagem reaparece 14 anos depois dos acontecimentos da novela original, exibida em 2012, com uma imagem diferente da antiga vilã. Agora, ela busca o perdão das pessoas que prejudicou e tenta se reaproximar da filha, Agatha.
Depois de cumprir pena na prisão, Carminha passa a atuar em ações sociais destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade após a desativação do lixão. A atividade lhe traz reconhecimento público e reforça a ideia de que ela teria mudado. Sob o nome de Carmen Lúcia Araújo, ela tenta reconstruir a própria reputação e recuperar a relação com Agatha, negligenciada durante a infância.
A aproximação com a família de Tufão, vivido por Murilo Benício, coloca em dúvida a sinceridade dessa transformação. Na continuação, a questão central será saber se a redenção de Carminha é verdadeira ou se representa uma nova estratégia.
Nina, interpretada por Débora Falabella, volta a ocupar o centro da trama ao lado de Carminha. Entre os novos personagens está Renan Vitória, papel de Thomás Aquino, uma liderança em ascensão no bairro que se aproxima da protagonista. Os dois entram em uma disputa silenciosa por influência, sem que fique claro quem manipula quem.
A história também acompanha Jade, personagem de Jéssica Ellen, que pretende estudar engenharia genética nos Estados Unidos. Para isso, ela tenta terminar um relacionamento tóxico e construir uma vida independente. Salomé, interpretada por Thalita Carauta, será uma das responsáveis pelo alívio cômico. Romances, ciúmes, fofocas e conflitos familiares completam as tramas do subúrbio carioca.
A produção reúne João Emanuel Carneiro, responsável pela criação, e Ricardo Waddington, que volta à direção artística. A proposta é manter a velocidade narrativa da novela original e apresentar conflitos inéditos aos personagens conhecidos.
A estreia está prevista para janeiro de 2027. Produzida pelos Estúdios Globo, a novela terá direção geral de Henrique Sauer e direção de André Barros, Isabella Teixeira, Mayara Aguiar e Ricardo França. Gustavo Rebelo e Bruna Ferreira assinam a produção, com produção executiva de Lucas Zardo e direção de gênero de José Luiz Villamarim.


