A Blizzard anunciou que Diablo 5 será lançado no segundo trimestre de 2029. A revelação ocorreu na abertura da BlizzCon, no ano em que a franquia completa três décadas.
A produção é conduzida por Tiffany Wat, diretora de produção sênior que trabalha na série desde 2013. Ela afirmou que a equipe quer acelerar o desenvolvimento para iniciar os testes o quanto antes e disse que ouviu a comunidade ao definir os recursos do novo jogo.
A equipe pretende ampliar o número de classes e estilos de jogo, incluindo opções inéditas. Cada classe terá gráficos, habilidades e vozes próprias. A proposta é permitir que o jogador tenha mais controle sobre a construção do personagem e sobre a forma de explorar o mundo.
Uma ameaça mais sombria
Jennifer Hepler, roteirista e diretora de narrativa, entrou para a equipe há cerca de um ano e meio. Para ela, o novo capítulo parte da hipótese de como seria Santuário caso Diablo vencesse. O personagem terá papel central na história, com uma versão mais madura e assustadora, enquanto Mephisto, o Senhor do Ódio e pai de Lilith, continuará sendo explorado.
A equipe também quer aprofundar o terror associado ao antagonista. Hepler afirmou: “Queremos mostrar que Diablo cresceu e evoluiu ao se alimentar dos medos da humanidade.” A intenção é apresentar um vilão com compreensão mais profunda do pavor e tornar Santuário mais sombrio.
Wat disse que cada região deverá ter aparência diferente a cada entrada, reforçando a sensação de descoberta. O jogo também retomará a geração procedural no mapa externo. Em vez de todas as áreas serem desenhadas manualmente, parte dos elementos será criada automaticamente por regras e algoritmos.
Segundo Wat, Diablo distorcerá as terras com seus Comandantes do Pavor, fazendo com que cada incursão pelo mapa seja diferente. A mudança representa um retorno às raízes da franquia, depois de o jogo anterior ter adotado um mundo aberto fixo.
A Caravana como refúgio
Outra alteração será a substituição dos refúgios fixos por uma Caravana, um acampamento-base móvel. A equipe considerou a existência de uma desconexão na narrativa quando os demônios permaneciam fora das cidades enquanto o jogador vendia itens.
Com o fim das cidades seguras, a Caravana será o espaço de proteção que acompanhará o jogador pelo mundo. Hepler resumiu a proposta: “Não existe lugar seguro. Você precisa construir sua própria segurança e levá-la consigo em uma Caravana”.
A narrativa de Diablo 4 também influenciou o projeto. Wat disse que a reação do público à história de Lilith, criadora de Santuário, foi um marco para o tom do próximo jogo e reforçou o compromisso da equipe com a história.


