NASHVILLE — A empresa She’s Alive pediu uma ordem de restrição contra Bryan Seaver, sobrinho de Dolly Parton, em meio a uma disputa pelo espólio da cantora. A companhia, comandada pelo empresário Danny Nozell, acusa Seaver de ameaças, extorsão e intimidação.
O pedido foi apresentado no Tribunal de Chancelaria do Condado de Davidson, em Nashville, e veio a público na terça-feira, 22. A She’s Alive administra os negócios de Parton. Segundo a ação, as exigências financeiras de Seaver começaram pouco antes da morte da cantora.
Seaver ocupava o cargo de chefe de segurança das propriedades da tia e anunciou a morte dela em um vídeo, em agosto. Ele foi demitido na semana passada. A empresa afirma que o sobrinho passou a fazer ameaças para tentar obter dinheiro do espólio.
Os documentos anexados ao processo incluem mensagens dirigidas a um parceiro de negócios do Dollywood, parque temático criado por Parton em Pigeon Forge, no Tennessee. Em uma delas, Seaver teria dito que se tornaria “a mão da vingança por toda a minha família”.
Em uma troca de e-mails com um advogado da cantora, em 3 de setembro, Seaver se descreveu como um “assassino”. Também afirmou que havia vendido 27 milhões de dólares em armas e munições para a polícia do Haiti no dia da morte da tia.
Seaver negou as acusações em uma mensagem enviada na quarta-feira, 23. Ele afirmou que a versão apresentada no processo foi construída e retirada de contexto para retratá-lo como oposição à marca e ao legado de Parton. Segundo o sobrinho, “assassino” era um apelido usado pela própria cantora em uma brincadeira interna da equipe.


