FILADÉLFIA — Ed Sheeran falou sobre a guerra em Gaza e a crise que atingiu sua turnê durante o show realizado na cidade, o primeiro desde que artistas começaram a deixar a Loop Tour. A apresentação ocorreu na noite deste sábado (19), nos Estados Unidos, sem ato de abertura.
O cantor disse que nunca pretendeu ser um músico ativista, mas afirmou ter sido colocado no centro de um debate sobre liberdade de expressão e a questão política mais complexa do planeta. Também reconheceu que precisou tomar decisões difíceis e declarou arrependimento pelas escolhas feitas.
Sheeran condenou tanto o ataque ocorrido em Israel e no Nova Music Festival em 7 de outubro quanto a situação em Gaza. “O que está acontecendo em Gaza é catastrófico, injustificável e desproporcional”, afirmou. Ele também disse que a injustiça sistêmica na Cisjordânia não pode ser ignorada.
O cantor ainda criticou a possibilidade de os locais de apresentação pré-aprovarem o conteúdo dos shows. Segundo Sheeran, essa prática ocorre em diferentes partes do mundo, mas não deveria existir no mundo livre.
A crise começou depois de Macklemore exibir imagens de Gaza e manifestar apoio à Palestina em apresentações no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos dias 4 e 5 de setembro. Sheeran retirou o rapper das 22 datas norte-americanas da turnê.
Aaron Rowe, Finneas, Lukas Graham e a banda Beoga também deixaram a temporada em solidariedade a Macklemore. Sem abertura, o show de Filadélfia teve o horário alterado de 17h30 para 20h. Os ingressos ficaram cerca de 50% mais baratos do que na semana anterior, mas ainda havia cadeiras vazias no estádio. Um protesto pró-Palestina começou do lado de fora às 16h30.


