SÃO PAULO — O Museu do Holocausto e a Federação Israelita divulgaram notas de repúdio após uma frequentadora da Bienal Internacional do Livro de São Paulo classificar O Diário de Anne Frank como um livro “vitimista”. As manifestações foram emitidas na última terça-feira, 15.
As entidades afirmaram que o diário registra a experiência de uma adolescente judia perseguida pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. “Narrar o sofrimento não significa fazer dele uma identidade”, diz o texto divulgado pelas instituições.
O comentário surgiu durante uma entrevista feita por uma influenciadora com uma jovem que participava da Bienal. Ao responder qual havia sido o melhor e o pior livro lido durante o evento, a frequentadora apontou a obra sobre Anne Frank como a pior e justificou a escolha com a classificação “vitimista”.
O livro reúne os relatos da adolescente sobre o período em que permaneceu confinada em um esconderijo durante a ocupação nazista da Holanda.
A declaração provocou repercussão nas redes sociais. Historiadores e usuários comentaram o episódio, apontando falta de conhecimento sobre a tragédia nazista e ausência de empatia.


