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Cultura

Filhas de Dina Babbitt processam Museu de Auschwitz por sete aquarelas

Michele e Karin Babbitt pedem a devolução de retratos feitos pela mãe durante a prisão em Auschwitz-Birkenau.

Filhas de Dina Babbitt processam Museu de Auschwitz por sete aquarelas
Foto: Reprodução

As filhas da artista Dina Gottliebova Babbitt abriram uma ação judicial contra o Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau para recuperar sete aquarelas produzidas pela mãe durante sua prisão no campo de concentração nazista. Michele Babbitt Kane e Karin Wendy Babbitt protocolaram o processo no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Central da Califórnia.

Babbitt pintou os retratos por ordem de Josef Mengele, médico nazista que realizava experimentos em prisioneiros. A ação afirma que ele escolheu as pessoas retratadas como cobaias e tomou as obras depois de concluídas. Todas elas foram posteriormente assassinadas no campo.

A artista tentou recuperar as pinturas durante décadas. Em um vídeo de 2009, poucos meses antes de morrer, aos 86 anos, Babbitt afirmou: "Quero segurá-las em minhas mãos". O museu recusou a devolução e sustentou que o valor histórico e educativo das aquarelas prevalecia sobre o direito de propriedade da artista.

O Memorial de Auschwitz defende a permanência das obras no acervo. Pawel Sawicki, porta-voz da instituição, disse que os retratos de vítimas roma estão entre os poucos fragmentos remanescentes da documentação produzida por Mengele. Segundo ele, as pinturas devem ser tratadas como documentos relacionados à história de Auschwitz.

Seis aquarelas foram adquiridas pelo museu em 1963 de um sobrevivente do campo, e a sétima entrou no acervo em 1977. A instituição afirma que os artefatos do antigo campo pertencem ao Estado, com base nas leis polonesas, na Lei Polonesa dos Museus, de 1996, e no próprio estatuto, emitido pelo Ministério da Cultura e do Patrimônio Nacional.

A lei de 1947 que criou o museu determina que a instituição reúna, organize e disponibilize ao público provas e materiais relacionados aos crimes nazistas. O museu também afirma que tem responsabilidade estatutária de preservar objetos ligados à história de Auschwitz e que qualquer perda do acervo representaria dano irreparável.

Nascida na Tchecoslováquia em 1923, Babbitt deixou as aulas de arte em 1939, após a invasão alemã. Em janeiro de 1942, foi enviada com a mãe para Theresienstadt e, no ano seguinte, transferida para Auschwitz. No campo, pintou imagens de Branca de Neve e os Sete Anões e figuras de animais antes de ser obrigada a produzir os retratos.

A artista assinou e datou a lápis pelo menos seis das obras como "Dinah 1944". Depois da libertação, mudou-se para os Estados Unidos e trabalhou por quase 20 anos como assistente de animação em Hollywood.

A advogada Sharon Cohen Levin afirmou que as filhas buscam recuperar as pinturas, honrar o legado da mãe e obter reparação. A ação pede o reconhecimento de Babbitt como legítima proprietária, a devolução das aquarelas e indenização em valor não especificado.

As autoras recorreram ao Código de Processo Civil da Califórnia, que, em 2024, concedeu dois anos para a apresentação de ações relacionadas a obras de arte da era do Holocausto que poderiam estar prescritas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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