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Cultura

“Fauda” transforma o trauma do 7 de Outubro no centro de sua quinta temporada

Produção da Netflix retoma a violência do ataque e acompanha personagens marcados por luto, raiva e desejo de vingança.

“Fauda” transforma o trauma do 7 de Outubro no centro de sua quinta temporada
Foto: Divulgação Netflix

A quinta temporada de “Fauda” usa o trauma do 7 de Outubro como eixo de sua história. Lançada neste mês pela Netflix, a produção tem 11 episódios ambientados em 2025 e acompanha personagens que tentam lidar com perdas, luto e desejo de vingança após o ataque do Hamas.

A relação entre a série e a realidade é reforçada pela trajetória de Lior Raz, co-criador e intérprete de Doron. Antes de atuar, ele integrou uma unidade de infiltrados na Cisjordânia, onde viveu como palestino para fornecer informações aos serviços de inteligência de Israel. Na ficção, também passou por uma experiência semelhante à sua vida ao ver a namorada morrer em um atentado.

Luto e vingança

A nova temporada se concentra na tragédia de Eli, interpretado por Yaakov Zada Daniel. Amigo e companheiro de armas de Doron, o personagem perdeu a mulher e os dois filhos no ataque. Em Marselha, Doron tenta impedir que Eli e Salem, um colega beduíno vivido por Bian Anteer, busquem vingança contra o responsável pela morte do filho de Salem.

A missão se complica, como costuma ocorrer na série, e leva a novas revelações sobre a relação do terrorista com Israel. A trama também apresenta Anne, personagem de Mélanie Laurent, e Saeed, interpretado por Hakim Djaziri. Saeed atua como manipulador de ocidentais que confundem a defesa da causa palestina com o apoio a terroristas.

Nos episódios que encenam o 7 de Outubro, a produção reproduz fuzilamentos, estupros, o ataque à rave Nova e a reação das forças de segurança. As cenas foram filmadas em comunidades semelhantes às atingidas na fronteira com Gaza. Budapeste acabou substituída por Marselha como locação por causa de ameaças antissemitas à equipe.

A produção avisa que é possível pular dois episódios sem perder a compreensão da história. Para quem não viveu o trauma, porém, esses capítulos são apresentados como essenciais e incômodos. A intensidade emocional reduz o espaço para as nuances presentes nas temporadas iniciais e concentra a narrativa em dor, raiva e uma vingança descrita pelos próprios personagens como vazia e irresistível.

O massacre deixou quase 1.200 mortos e 251 sequestrados. Raz e o coautor Avi Issacharoff participaram do resgate de sobreviventes no sul de Israel. Matan Meir, integrante da equipe de produção, morreu lutando na Faixa de Gaza, e Idan Amedi, um dos protagonistas, ficou gravemente ferido em 2024.

A temporada surgiu após a equipe considerar que a série estava esgotada. A quarta temporada havia sugerido a morte dos protagonistas, depois de ser lançada no começo de 2023. A nova produção retoma a história em meio ao que o texto apresenta como o maior trauma singular de Israel. Mesmo com as dificuldades provocadas pela carga emocional e por soluções consideradas forçadas, “Fauda” alcançou o primeiro lugar no streaming no Líbano.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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