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Cultura

Fauda abandona tom conciliatório e enfatiza perspectiva israelense na quinta temporada

Novos episódios foram escritos como resposta aos ataques de 7 de outubro e acompanham as consequências do conflito para Israel e Palestina.

A quinta temporada de Fauda chegou à Netflix nesta terça-feira, 8, com uma mudança de tom em relação à proposta inicial da série. Criada para apresentar perspectivas dos dois lados do conflito em Gaza, a produção agora assume uma abordagem mais alinhada à experiência israelense após os ataques de 7 de outubro.

O cocriador Avi Issacharoff afirmou que os novos episódios foram escritos como resposta aos atentados, que mataram cerca de 1. 200 israelenses e contribuíram para a intensificação da guerra. Desde então, mais de 35. 000 palestinos morreram, segundo os números apresentados no debate sobre a série.

Em entrevista, Issacharoff disse que críticas a Israel podem ser feitas, mas avaliou que parte dos críticos ignora as ações do Hamas. “Ainda assim, aqueles que estão criticando a nação enquanto ignoram as atitudes do Hamas demonstram que não estão propriamente educados sobre o assunto”, afirmou.

Experiência dos roteiristas

Issacharoff e Lior Raz, que também interpreta o protagonista Doron, são veteranos das Forças de Defesa de Israel. A equipe ainda foi afetada diretamente pelo conflito: Matan Meir morreu em combate em 2023, aos 38 anos, enquanto o ator Idan Amedi sofreu ferimentos graves em circunstâncias semelhantes.

Issacharoff afirmou que escrever a nova temporada foi uma necessidade diante da dor, da perda e da destruição provocadas pelos acontecimentos. A história acompanha Doron e outros militares israelenses desde os ataques de 7 de outubro e aborda seus efeitos posteriores sobre Israel e Palestina.

A temporada havia estreado em maio em Israel, pelo canal Yes, onde se tornou a mais assistida da história da emissora. A crítica israelense Einav Schiff destacou na escrita o desejo de vingança dos personagens, mesmo quando isso os aproxima de um colapso moral. Na avaliação apresentada, os personagens secundários favoráveis à causa palestina têm pouco desenvolvimento e são facilmente afastados pela trama.

Os roteiristas também demonstraram preocupação com a recepção internacional da série, em meio aos boicotes contra Israel. Lior Raz afirmou: “Quero que as pessoas abram os olhos”. A quinta temporada, portanto, parte de uma experiência israelense marcada pelos ataques e pela guerra, deixando em segundo plano o equilíbrio entre as perspectivas que orientou a produção em seus primeiros anos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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