SÃO PAULO — Finneas cancelou sua participação nos dois shows que Ed Sheeran fará em São Paulo, em dezembro. O cantor, irmão de Billie Eilish, seria responsável pela abertura das apresentações e decidiu deixar a turnê após Macklemore ser retirado dos eventos do britânico nos Estados Unidos por discursos em defesa da Palestina.
“Eu decidi me afastar das minhas futuras datas de turnê com Ed Sheeran. Apoio a Palestina e o seu povo”, escreveu Finneas nas redes sociais. Com a saída, Sheeran não terá mais os artistas de abertura anunciados para a turnê, entre eles Lukas Graham, Aaron Rowe e o grupo Beoga.
As apresentações de Ed Sheeran no Brasil estão marcadas para 5 e 6 de dezembro, no Nubank Parque, em São Paulo. Os ingressos para o primeiro show estão esgotados. Ainda há entradas para a segunda data nas categorias inteira e meia-entrada para idosos.
Declaração de Ed Sheeran
Em comunicado divulgado nesta terça-feira, 15, Sheeran disse não ter responsabilidade pela retirada de Macklemore. “A decisão de tirar Macklemore da turnê foi do promotor, não minha”, afirmou. O cantor também disse que preferiu não tornar pública sua opinião sobre o conflito.
Sheeran declarou ainda que não abandonaria os fãs que haviam planejado ir aos shows, nem a equipe de produção e os músicos e artistas de apoio que dependem da turnê para trabalhar.
Discurso de Macklemore
Macklemore, amigo de longa data de Sheeran, estava escalado para abrir oito das dez apresentações restantes da etapa americana da Loop Tour. Essa fase será retomada em 19 de setembro, na Filadélfia.
A retirada ocorreu depois de um discurso feito pelo rapper no MetLife Stadium, em Nova Jersey, em 4 de setembro. Na ocasião, Macklemore defendeu a criação de uma Palestina livre e afirmou que palestinos em Gaza e na Cisjordânia ocupada não haviam sido esquecidos. Ele também cantou “Hind’s Hall”, enquanto imagens da destruição em Gaza eram exibidas nos telões.
Após deixar a turnê, Macklemore afirmou que a decisão foi tomada sob pressão de proprietários de estádios. Segundo ele, Robert Kraft, dono do Gillette Stadium, teria dito a Sheeran que não permitiria sua apresentação no local e articulado reação semelhante entre outros empresários. O rapper também criticou a postura que considera apolítica de Sheeran diante da guerra.


