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Cultura

Madame Satã preserva a cena gótica e a música alternativa em São Paulo

Clube aberto desde 1983 mantém shows de pós-punk e synth pop, além de uma programação que atrai diferentes gerações.

Madame Satã preserva a cena gótica e a música alternativa em São Paulo
Foto: João Perassolo/Folhapress

O Madame Satã, clube instalado em um casarão da rua Conselheiro Ramalho, continua em funcionamento e mantém a cena gótica e alternativa da cidade. Aberta desde 1983, a casa costuma reunir filas nos fins de semana, com frequentadores vestidos de preto, embora não exija esse tipo de roupa para entrar.

O espaço foi alugado há três anos pelo empresário Daniel Vorcaro para uma festa de Halloween destinada a autoridades. O evento levou ao clube os DJs Swedish House Mafia, Vintage Culture e Solomun, nomes associados à música eletrônica comercial e distantes da programação habitual do Madame. A festa virou meme nas redes, com publicações que também classificaram o local de forma pejorativa, embora essa descrição não corresponda à atividade da casa.

Em suas redes sociais, o Madame informou que apenas alugou os espaços para a celebração, como faz com outros eventos privados. O contraste entre os convidados de Vorcaro, o repertório escolhido e o público regular do clube passou a marcar a repercussão do episódio.

Música e memória cultural

Conhecido como templo dos góticos, o Madame recebe pessoas de diferentes idades em uma pista subterrânea iluminada por um estrobo. A casa mantém uma agenda de apresentações nacionais e internacionais de pós-punk e synth pop, gêneros que ganharam espaço nos anos 1980 com bandas como Joy Division e Soft Cell e continuam acompanhados por admiradores fiéis.

A ambientação inclui um morcego gigante na fachada, uma gárgula de olhos vermelhos e uma pista de dança em formato de caverna. No mesmo subsolo, há uma lanchonete, um pequeno palco e uma área para sentar.

O clube foi ponto de encontro da cena alternativa de São Paulo durante a redemocratização do país. Por ali passaram Legião Urbana, Titãs, Ira!, RPM e Inocentes, além dos DJs Renato Lopes, Magal, Mau Mau e Kid Vinil. Depois de fechar no fim dos anos 2000, o Madame voltou a funcionar em 2012 e conservou sua proposta de vanguarda.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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