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Cultura

Min Jin Lee leva a pressão educacional coreana ao centro de novo romance

Em *Hagwon Americana*, a autora de *Pachinko* acompanha uma família entre três países e investiga educação, pertencimento e imigração.

Min Jin Lee leva a pressão educacional coreana ao centro de novo romance
Foto: Intrínseca/Divulgação

Min Jin Lee lança no Brasil, na terça-feira 6, Hagwon Americana, romance que acompanha uma família coreana diante das pressões econômicas, educacionais e culturais de uma vida dividida entre países. O livro é a terceira parte de uma tetralogia sobre a experiência migratória, iniciada por Free Food for Millionaires (2007) e continuada por Pachinko (2017).

A nova história tem como centro John e Helen Koh e os três filhos do casal. Entre a Coreia do Sul, a Austrália e os Estados Unidos, eles enfrentam o contraste entre a promessa de ascensão pelo mérito, as estruturas sociais e os conflitos da vida privada. A narrativa também relaciona crises econômicas a despesas cotidianas, como leite, combustível e mensalidades escolares.

Educação como promessa

O título do livro faz referência às hagwons, escolas particulares de reforço da Coreia do Sul. Essas instituições são voltadas ao preparo de jovens para estudos no exterior, especialmente nos Estados Unidos. A autora dedicou cerca de uma década de pesquisa sociológica ao projeto e realizou milhares de entrevistas com coreanos de diferentes partes do mundo.

“Queria analisar a razão por trás dessa esperança de que a educação é uma garantia contra o sofrimento”, afirmou Min Jin Lee. A obra questiona se o desempenho escolar e a prosperidade são suficientes para garantir uma vida melhor.

A escritora nasceu na Coreia do Sul e foi para os Estados Unidos com a família aos 7 anos, em 1976. No Queens, em Nova York, cresceu com duas irmãs em um apartamento de um quarto. Enquanto os pais trabalhavam em um comércio atacadista de joias, ela encontrou nos livros da biblioteca pública uma forma de refúgio.

Uma literatura sobre pertencimento

A experiência familiar aparece em sua produção, dedicada às dificuldades da diáspora coreana e aos efeitos da imigração sobre diferentes gerações. Em Pachinko, Lee acompanhou quatro gerações marcadas pelas guerras asiáticas. O romance foi escolhido pelo The New York Times como um dos melhores livros do século XXI e ganhou uma adaptação em série do Apple TV.

Em Hagwon Americana, a autora também examina a situação das mulheres imigrantes, submetidas às expectativas da sociedade de origem e às cobranças do país onde passam a viver. Para Lee, a assimilação cultural não assegura aceitação plena a quem mantém traços estrangeiros.

Aos 57 anos e naturalizada americana, Min Jin Lee mora em Nova York com o marido, de ascendência europeia e japonesa, e o filho, Sam. Sua obra aborda ainda as consequências sociais e econômicas da ocupação japonesa da Coreia, de 1910 a 1945, e da Guerra da Coreia, que terminou com a divisão entre Norte e Sul em 1953.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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