O cantor e rapper Nelly estreou no Rock in Rio e no Brasil com um show marcado pela nostalgia dos anos 2000. A apresentação deste domingo (6), no terceiro dia da edição de 2026 do festival, começou sem grande reação, mas ganhou força na parte final, sob chuva forte.
A atmosfera nostálgica apareceu antes da entrada do artista. O DJ abriu a apresentação com sucessos americanos contemporâneos e músicas ligadas à carreira de Nelly, enquanto o público dançava para enfrentar o frio e a chuva.
Cerca de cinco minutos depois, Nelly entrou no palco e apresentou “E.I.”, além de um trecho de “Shake Ya Tailfeather”, parceria com Murphy Lee e Sean P. Diddy Combs. O show começou a envolver mais a plateia a partir de “Country Grammar (Hot Shit)”.
Vestindo óculos escuros e uma camisa estilizada da seleção brasileira, com referência a Michael Jordan, o rapper cumprimentou os fãs que o acompanham desde o início da carreira e pediu a participação das mulheres durante a apresentação. Ele estava acompanhado por um DJ e um backing vocal.
O repertório combinou rimas, batidas de hip-hop e canções românticas com faixas de maior balanço. A maior parte das músicas foi recebida com silêncio pelo público, que compareceu ao dia pop do festival, com Barão Vermelho, Black Eyed Peas e Calvin Harris, entre outros artistas.
Repertório conhecido
Nelly teve maior sucesso entre 2000 e 2008, especialmente com os álbuns “Country Grammar”, de 2000, e “Nellyville”, de 2002. As músicas desse período ainda são conhecidas pelos brasileiros. O cantor, de Austin, no Texas, deixou de lançar álbuns depois de 2013, com exceção de “Heartland”, de 2021.
A reação mais intensa ficou para o fim. Nelly apresentou “Low”, de Flo Rida, e “Party Up (Up in Here)”, do DMX, antes de encerrar com “Hot in Herre”, “Dilemma” e “Just a Dream”. Em “Dilemma”, dedicou a música às “mulheres que ficam com seu homem desde o primeiro dia até o último”. A plateia cantou e dançou nas últimas faixas, concentrando ali a energia que não havia aparecido no começo.



