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Cultura

Robert Pattinson interpreta apresentador controverso em sátira sombria no Festival de Veneza

Em “Primetime”, ator vive uma versão perturbadora do jornalista Chris Hansen, conhecido por expor suspeitos de abuso sexual contra menores.

Robert Pattinson interpreta apresentador controverso em sátira sombria no Festival de Veneza
Foto: Divulgação

Robert Pattinson interpreta em “Primetime” uma versão perturbadora de Chris Hansen, jornalista americano que comandou o programa “To Catch a Predator”. A produção, primeiro longa de ficção de Lance Oppenheim, estreou neste sábado (5) no Festival de Veneza e apresenta uma sátira sombria sobre televisão, exposição pública e entretenimento.

O filme é inspirado no programa exibido pela NBC de 2004 a 2007. Na atração, integrantes da equipe se passavam por adolescentes em conversas online com homens adultos e marcavam encontros. Quando eles chegavam às casas onde acreditavam encontrar suas supostas vítimas, Hansen aparecia acompanhado por câmeras e os confrontava.

Uma atuação em registro sombrio

Na avaliação apresentada sobre o filme, Pattinson entrega sua melhor atuação até agora. O ator interpreta Hansen como um personagem escorregadio, repulsivo e instável, alternando autoconfiança, comicidade e sinais de descontrole. A atuação é descrita como exagerada e teatral, mas sem perder a conexão com o tom do longa.

“Primetime” evita contar de forma convencional a trajetória de Hansen ou a criação do programa. Em vez disso, coloca o público no centro de um pesadelo marcado por situações reconhecíveis e, ao mesmo tempo, estranhas. A produção trata “To Catch a Predator” como símbolo do fim de uma era da televisão e da entrada em uma fase mais sombria dos reality shows.

O roteiro é de Ajon Singh. Na história, Hansen comemora quando seu programa é transferido para o horário nobre e passa a disputar a atenção do público com “Lost”. A narrativa também questiona o tratamento dado aos adultos que atuam como iscas, encarregados de fingir ser pré-adolescentes durante as operações.

Chris Hansen não participou da produção e criticou o filme sem assisti-lo. Ele pagou para exibir anúncios antes das sessões nos cinemas americanos, divulgando seu próprio serviço de streaming.

Merritt Wever interpreta a produtora do programa, descrita como fria e implacável. Skyler Gisondo e Phoebe Bridgers vivem os adultos usados como iscas. A produção também é associada a “Ink”, de Danny Boyle, como uma das obras do festival que abordam a ascensão do sensacionalismo na mídia.

Oppenheim descreveu sua versão de Hansen como uma combinação de Jerry Maguire e Drácula. Pattinson, por sua vez, não busca despertar simpatia pelo personagem. O resultado é uma interpretação construída para provocar rejeição, mas que mantém o interesse do público ao longo da sátira.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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