SALVADOR — Netinho morreu nesta terça-feira, 13, aos 60 anos, após complicações de um linfoma não Hodgkin. O cantor, conhecido pelos sucessos Milla e Beijo na Boca, também acumulou declarações controversas sobre sexo, política, a comunidade LGBTQIA+ e o Carnaval de Salvador.
Apoiador declarado de Jair Bolsonaro, Netinho chegou a se apresentar como um “soldado” do ex-presidente ao tentar ingressar na política. Em janeiro de 2022, depois de receber um convite da então deputada federal Carla Zambelli, anunciou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados pelo Partido Liberal (PL). Nas redes sociais, afirmou que defenderia os valores de “Deus, Pátria, Família e Liberdade” e declarou: “Eleito, serei um soldado de Jair Bolsonaro na Câmara”. A candidatura não teve sucesso.
Declarações sobre sexo e a comunidade LGBTQIA+
Em julho de 2020, durante uma entrevista ao então deputado federal Eduardo Bolsonaro, Netinho criticou integrantes da comunidade LGBTQIA+ por não apoiarem o governo de Jair Bolsonaro. Na ocasião, ele já havia assumido publicamente sua bissexualidade.
Na mesma conversa, disse que estava há quatro anos sem manter relações sexuais. Segundo o cantor, a decisão veio depois que identificou um vício relacionado ao sexo.
Críticas ao Carnaval de Salvador
O Carnaval de Salvador, que impulsionou a carreira de Netinho nos anos 1990, também foi alvo de críticas. Ele classificou a festa como “Sodoma e Gomorra” e afirmou que famílias já não queriam frequentá-la. Como justificativa, mencionou homens se beijando nas ruas, cenas de nudez e o suposto consumo de drogas nos camarotes.
Em janeiro de 2023, após os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, Netinho defendeu nas redes sociais a mobilização de apoiadores de Bolsonaro e sugeriu a participação de caçadores, atiradores e colecionadores de armas (CACs). O Iate Clube de Aracaju, em Sergipe, cancelou uma apresentação prevista para aquele mês. Netinho apagou publicações e negou ter incentivado atos violentos.


