RIO DE JANEIRO — O Galeão movimentou 17,5 milhões de passageiros em 2025, o maior volume de sua série histórica, iniciada em 2000. Apesar do recorde, o aeroporto ainda opera abaixo da capacidade anual estimada em 37 milhões de viajantes.
O terminal passou a ser administrado pela concessionária espanhola Aena, que assumiu a concessão na semana passada após a assinatura do contrato de compra e venda das ações. Com a operação, a empresa passou a controlar 18 aeroportos brasileiros, entre eles Congonhas, em São Paulo.
A concessão foi reformulada depois de aval do TCU (Tribunal de Contas da União), e o leilão ocorreu em março. A Aena ofereceu R$ 2,9 bilhões pelo Galeão, enquanto o lance mínimo era de R$ 932 milhões.
Novo modelo de concessão
O Galeão integrava a lista de contratos estressados, formada por projetos antigos que precisaram ser revistos pelo governo federal. Uma das mudanças foi a forma de pagamento da outorga: em vez de parcelas fixas, a concessionária deverá repassar à União 20% do faturamento anual até 2039, quando termina a concessão.
Antes da entrada da Aena, a Infraero possuía 49% do aeroporto. Os outros 51% pertenciam às empresas Changi e Vinci Compass.
A necessidade de ampliar a utilização do Galeão foi defendida nesta terça-feira (13) pelo diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Tiago Faierstein. Em evento no Rio de Janeiro, ele afirmou que o país precisa de outro grande aeroporto internacional além de Guarulhos e apontou o terminal carioca como essa alternativa.
Faierstein também citou a movimentação de cerca de 130 milhões de passageiros nos aeroportos brasileiros no ano passado. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, apoiou a avaliação e disse que o Galeão tem vocação para o turismo internacional por sua infraestrutura, capacidade e relação com a cidade e o estado do Rio de Janeiro.
O terminal carioca teve o terceiro maior fluxo do país no ano passado, atrás de Guarulhos, com 46,3 milhões de passageiros, e Congonhas, com 24,1 milhões. O crescimento ocorreu durante restrições a voos no Santos Dumont, que começaram em outubro de 2023 para direcionar mais operações ao Galeão.


