Paula Pimenta afirmou que a diversidade não fazia parte de suas preocupações quando começou a escrever Fazendo Meu Filme. A escritora disse que criou a série pensando em leitoras que poderiam se reconhecer nas lembranças de sua própria adolescência.
As obras de Pimenta receberam críticas pela pouca representatividade de suas narrativas. Leitores questionam a presença recorrente de personagens brancos e de classe média alta, inseridos em histórias com poucos conflitos além dos relacionamentos amorosos e das dúvidas sobre o futuro profissional.
“Comecei a escrever ‘Fazendo Meu Filme’ numa época em que ninguém se preocupava com isso”, afirmou a autora. Ela acrescentou que a representatividade passou a ser importante e que tem buscado levar essa preocupação para os livros.
O lançamento mais recente de Pimenta, A Música da Minha Vida, retoma o universo de Fazendo Meu Filme. A história acompanha Juju, sobrinha de Fani, protagonista da obra original. A personagem se interessa especialmente por música e enfrenta questões do início da adolescência, como a busca por pertencimento e a formação de amizades.
Segundo Pimenta, a presença de Fani na nova trama pode aproximar os leitores que já conhecem a personagem. Ao mesmo tempo, a autora avalia que a história também deve alcançar quem gosta de romances e narrativas voltadas ao sonho.


