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Cultura

Saídas na turnê de Ed Sheeran ampliam disputa sobre Palestina e antissemitismo

Músicos deixaram os shows de abertura após Macklemore ser afastado por defender a causa palestina durante apresentações nos Estados Unidos.

Saídas na turnê de Ed Sheeran ampliam disputa sobre Palestina e antissemitismo

Finneas O'Connell, Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga anunciaram que não participarão mais dos shows de abertura da turnê de Ed Sheeran. A decisão ocorreu depois que o rapper Macklemore foi afastado da programação por declarar apoio à Palestina durante apresentações em Nova Jersey, nos Estados Unidos, nos dias 4 e 5 deste mês.

Finneas estava escalado para abrir os shows de Sheeran no Brasil, marcados para 5 e 6 de dezembro. Ao anunciar sua saída, ele citou a liberdade de expressão e escreveu: "Artistas não podem ser silenciados quando defendem oprimidos". O cantor também declarou apoio à Palestina e a seu povo.

As desistências aumentaram a pressão sobre Sheeran, que tem sido criticado por permitir a retirada dos músicos. O cantor afirmou que a decisão foi tomada pelos produtores e pelos proprietários dos estádios onde os próximos shows da turnê serão realizados.

Doação e disputa com Robert Kraft

Na quarta-feira (16), Macklemore anunciou que doará o cachê recebido pelas apresentações feitas na turnê "Loop Tour". O valor de US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,1 milhões, será destinado a instituições que apoiam a Palestina, segundo o artista, em publicação no Instagram.

Macklemore também desafiou o empresário Robert Kraft, proprietário do Gillette Stadium, em Massachusetts, onde Sheeran deve se apresentar no final do mês. Kraft foi apontado como um dos empresários que exigiram a retirada do rapper. Depois, afirmou que Sheeran havia pedido que ele doasse US$ 2 milhões à causa palestina. O comunicado foi publicado no X, antigo Twitter, mas não informou o destino da possível doação.

A controvérsia começou quando Macklemore apresentou "Hind’s Hall", canção de protesto que acusa Israel de genocídio na guerra iniciada após o ataque do Hamas contra Israel em outubro de 2023. O videoclipe mostra cenas de destruição em Gaza e protestos em Nova York. No palco, o rapper defendeu a criação de uma Palestina livre.

A Liga Antidifamação criticou a apresentação, e o Conselho Israelense-Americano divulgou uma petição para que Sheeran retirasse Macklemore da turnê. Rowe, músico de Dublin, disse que não poderia permanecer na programação enquanto bilionários usassem seu poder para silenciar manifestações contra o genocídio israelense.

Graham afirmou que o dinheiro não deveria determinar quem pode falar ou qual sofrimento pode ser reconhecido. A declaração foi acompanhada por emojis de melancia, símbolo de apoio à causa Palestina. O Beoga classificou sua decisão como uma reação ao que chamou de silenciamento de Macklemore por lobbies sionistas.

Kraft reconheceu que decidiu impedir a apresentação de Macklemore no Gillette Stadium. Disse que não ofereceria uma plataforma para discurso de ódio e citou um histórico mais amplo de retórica e imagens antissemitas que, segundo ele, teria sido ofensivo à comunidade judaica.

O empresário não detalhou a acusação. Nas redes sociais, comentaristas mencionaram uma fantasia de palco usada por Macklemore em 2014, considerada uma caricatura de judeu. O rapper pediu desculpas na época e afirmou que jamais menosprezaria intencionalmente alguém por suas características.

A próxima parada prevista da turnê é no sábado, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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