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Cultura

“Viva Marília” recupera a trajetória da atriz por meio de entrevistas e arquivos

Documentário reúne imagens da infância, cenas de carreira e depoimentos da própria Marília Pêra para construir seu autorretrato.

“Viva Marília” recupera a trajetória da atriz por meio de entrevistas e arquivos
Foto: Arquivo pessoal

“Viva Marília” constrói o retrato de Marília Pêra principalmente a partir das falas da própria atriz. Em vez de reunir uma sucessão de amigos, críticos e colegas para comentar sua trajetória, o documentário recorre a entrevistas e a um amplo conjunto de imagens de sua vida profissional e pessoal.

A pesquisa conduzida pelos diretores Zelito Viana e Esperança Motta recupera trabalhos no cinema e na televisão, além de registros da infância filmados por Manuel Pêra, pai da atriz. Em uma das cenas, Marília aparece ainda começando a andar e já no palco. Filha de atores, ela iniciou a carreira na companhia de Henriette Morineau, onde também ouviu broncas e aprendeu, desde cedo, as exigências do ofício.

A trajetória apresentada no filme destaca a disciplina da atriz. Para atuar em uma peça, ela aprendeu a sapatear; quando precisou cantar, estudou canto. O teatro aparece como seu espaço de origem, mas a televisão também ocupa lugar importante. Marília deixou o Rio para trabalhar em São Paulo na novela “Beto Rockefeller”, da TV Tupi, que ela considerava responsável por uma transformação no gênero. Depois, retornou ao Rio e participou de outras novelas antes de avançar no cinema.

Cinema, televisão e teatro

Entre as entrevistas exibidas estão as conduzidas por Marília Gabriela, Jô Soares e Hebe Camargo. O filme também recupera a participação da atriz em “Jogo de Cena”, de Eduardo Coutinho, no qual ela declama uma fala cuja autoria permanece como uma dúvida levada pelo espectador.

Coutinho a dirigiu em “O Homem que Comprou o Mundo”. Depois, Marília atuou em “O Rei da Noite”, de Hector Babenco, e em “Pixote”, trabalho que marcou seu sucesso internacional. A atriz associava o cinema à chamada “arte do diretor”, em contraste com o teatro, entendido por ela como a arte do ator.

Marília fala ainda sobre o presente, o passado, a comédia, a tragédia, os maridos e os filhos. Em uma entrevista, Jô Soares a surpreende ao perguntar se ela era ciumenta. Ela admite que sim, mas afirma que já não era mais.

A documentação é extensa e inclui muitas cenas de suas atuações. O filme, porém, não apresenta a sequência da destruição de uma sacristia feita por Marília em 1998 para “O Viajante”, de Paulo Cezar Saraceni. Ainda assim, o conjunto reforça a ideia de que a cena acompanhou a atriz no teatro, na televisão, no circo, no cinema e no recital de balé.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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