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Economia

Relatório aponta uso de Claude em vigilância e pesquisas biológicas suspeitas

Anthropic diz ter interrompido operações ligadas a China, Irã e África Ocidental e bloqueado estudos sobre vírus, venenos e toxinas.

Relatório aponta uso de Claude em vigilância e pesquisas biológicas suspeitas
Foto: Reuters

A Anthropic informou ter bloqueado pesquisas biológicas de intenção não esclarecida e interrompido operações de vigilância que usavam seus modelos de inteligência artificial. Os casos foram identificados entre janeiro e julho e tiveram origem na China, no Irã e na África Ocidental, segundo relatório da empresa sobre o uso indevido do Claude.

A companhia afirmou que governos e grupos alinhados a autoridades estatais recorrem à IA para monitorar minorias e dissidentes. Entre os alvos citados estão ativistas pró-democracia de Hong Kong, comunidades tibetanas e opositores e minorias iranianos que vivem no exterior. As campanhas, conforme o relatório, atingiam comunidades da diáspora e dissidentes perseguidos historicamente por esses regimes.

Métodos de vigilância e uso do Claude

Em um dos episódios, iranianos criaram um método para identificar pessoas a partir de suas contas em redes sociais. Em outro, um contratado que trabalhava para as autoridades de segurança nacional do Mali usou o Claude no desenvolvimento do software que viabilizou a coleta de inteligência.

A Anthropic, sediada em San Francisco, também acusou desenvolvedores chineses de usar o modelo de modo enganoso. Eles geravam respostas para consultas de usuários e, ao mesmo tempo, faziam a chamada destilação desses dados para melhorar seus próprios sistemas. No setor, o termo descreve o uso de um modelo para treinar outro.

Estudos sobre agentes biológicos

A empresa não identificou os envolvidos nas pesquisas relacionadas a armas biológicas. O relatório afirmou: “As pessoas envolvidas nesses estudos de caso são cientistas.” A Anthropic disse não afirmar que eles pretendiam causar danos e explicou que revelar suas identidades ou as dos laboratórios poderia expô-los a riscos.

Os trabalhos bloqueados envolviam o vírus chikungunya, transmitido por mosquitos; uma cepa altamente patogênica de gripe aviária; uma família de vírus que inclui a varíola e o mpox; além de venenos e outras toxinas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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