A utilidade de uma dívida depende do efeito econômico que ela produz, e não de uma avaliação moral. O compromisso pode ser considerado favorável quando o dinheiro tomado tem potencial para elevar a renda ou contribuir para a construção de patrimônio.
Para isso, o retorno esperado precisa compensar o custo dos juros. Quando essa relação não se confirma, a dívida pode deixar de ser vantajosa.
Quando o endividamento pressiona o orçamento
O crédito usado para antecipar consumo tende a crescer em ritmo superior ao da renda. Com isso, as parcelas pressionam o orçamento, especialmente quando o endividamento é caro e não foi planejado.
Esse tipo de compromisso preocupa no Brasil atualmente porque pode reduzir o consumo e fazer a economia deixar de crescer. Assim, o problema não está simplesmente em ter uma dívida, mas em assumir uma obrigação sem avaliar sua finalidade e sua capacidade de retorno.


