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Economia

Renegociação do Desenrola Adimplentes é estendida até 26 de outubro

Programa atende informais e autônomos com dívidas de até R$ 15 mil e contratos de crédito pessoal não consignado.

Renegociação do Desenrola Adimplentes é estendida até 26 de outubro
Foto: Folhapress

O prazo do Desenrola Adimplentes foi ampliado de 90 para 120 dias, e os acordos poderão ser oferecidos e fechados até 26 de outubro. A extensão por mais 30 dias consta na Medida Provisória que criou o Desenrola 3.0, publicada na última sexta-feira (25).

A etapa do programa é destinada a trabalhadores informais e autônomos sem vínculo CLT que estejam endividados, mas mantenham os pagamentos em dia ou tenham atraso de, no máximo, 90 dias. Podem ser renegociadas operações de crédito pessoal não consignado com pelo menos quatro parcelas pagas.

Regras da etapa

As dívidas elegíveis têm valor de até R$ 15 mil, com juros de até 1,99% ao mês. No lançamento, o Ministério da Fazenda estimou que entre 200 mil e 500 mil pessoas poderiam ser atendidas por essa fase.

A pasta afirmou que a prorrogação foi adotada "para que mais pessoas tivessem a oportunidade de usufruir do programa" após dificuldades no começo das operações. Depois do lançamento, bancos privados demonstraram resistência às regras então vigentes.

Em 10 de agosto, a equipe econômica modificou as normas para estimular a participação das instituições financeiras na oferta da linha subsidiada. A partir da alteração, todos os bancos participantes passaram a poder usar recursos próprios nas operações, reduzindo a concentração dessa função no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.

Cenário do endividamento

O Desenrola 3.0 prevê que o governo destine até R$ 15 bilhões para comprar carteiras de dívidas de pessoas físicas com atrasos de 2 anos a 4,5 anos em cartão de crédito, incluindo as modalidades parcelada e rotativa, e em crédito pessoal.

Dados do Banco Central mostram que o endividamento das famílias permanece em nível historicamente alto desde o fim de 2021. O índice chegou a 49,9% em janeiro, considerando, nesse cálculo, o saldo das dívidas de fevereiro em relação à renda disponível acumulada nos 12 meses anteriores.

O comprometimento da renda atingiu 28,9% em junho, maior valor da série. O indicador relaciona o saldo das dívidas à renda mensal das famílias.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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