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Internacional

Peng Liyuan combina diplomacia cultural e exposição controlada nos EUA

A participação da mulher de Xi Jinping em eventos culturais ampliou sua presença diplomática, enquanto o debate sobre sua vida pessoal permanece restrito na China.

Peng Liyuan combina diplomacia cultural e exposição controlada nos EUA
Foto: Evan Vucci/Reuters

O embaixador da China em Washington, Xie Feng, apresentou Peng Liyuan como uma figura de aproximação entre os dois países durante a visita de Xi Jinping aos Estados Unidos. Em uma publicação no X, ele compartilhou um vídeo em que ela aplaude a apresentação de um coro de jovens no Museu Nacional de Arte Asiática do Smithsonian, em Washington.

Após os estudantes cantarem “Flor de Jasmim”, canção folclórica chinesa, Peng foi chamada de “mãe Peng” pelas crianças. Xie afirmou que ela estimulou os adolescentes norte-americanos a estudar a língua e a cultura chinesas e a atuar como embaixadores da amizade entre China e Estados Unidos.

A participação incluiu uma conversa em inglês com Melania Trump, primeira-dama dos Estados Unidos, sem o auxílio de um tradutor. Peng também cantou discretamente ao receber uma serenata e apareceu com uma versão moderna de um traje tradicional chinês.

Para Joe Mazur, analista de geopolítica da consultoria Trivium China, Peng acrescenta um aspecto humano à diplomacia entre os dois países e ajuda a criar momentos agradáveis nas relações bilaterais.

Exposição pública limitada

Apesar da atenção recebida nos Estados Unidos, as discussões sobre as atividades e as escolhas de moda de Peng permanecem restritas nas redes sociais chinesas. Pesquisas sobre seu estilo e seu domínio do inglês na plataforma Red Note não produziram resultados.

As mulheres dos principais líderes chineses costumam manter uma presença discreta. Essa tradição é associada à trajetória de Jiang Qing, viúva de Mao Tse-Tung e integrante da “Gangue dos Quatro”, grupo que exerceu poder durante a Revolução Cultural. Jiang recebeu uma sentença de morte suspensa em 1981 pelas mortes de dezenas de milhares de pessoas naquele período.

Peng ficou conhecida inicialmente na China como soprano do Exército. Com a ascensão política de Xi no início dos anos 2000, a imprensa chinesa passou a acompanhar mais de perto suas atividades. Em entrevista a uma revista estatal em 2007, ela disse que via Xi apenas como seu marido dentro de casa e o descreveu como moderado, trabalhador e com os pés no chão.

De origem humilde, Peng também defende causas sociais, entre elas a situação de pessoas que vivem com HIV/AIDS. Ela é a segunda esposa de Xi, que se divorciou da primeira, filha de um diplomata. O casal tem uma filha que estudou em Harvard.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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