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Internacional

Trump recebe Xi com pompa e transforma visita em vitrine de segundo mandato

Encontro teve gestos de proximidade, reformas na Casa Branca e poucos avanços concretos nas disputas entre Estados Unidos e China.

Trump recebe Xi com pompa e transforma visita em vitrine de segundo mandato
Foto: AFP

A visita de Xi Jinping aos Estados Unidos serviu a Donald Trump como uma demonstração de cordialidade com o líder chinês e também como vitrine das mudanças feitas na Casa Branca. O encontro, porém, terminou sem avanços concretos nas principais disputas entre os dois países.

Trump recebeu Xi pessoalmente em uma base militar de Maryland, onde dois bombardeiros B-1B da Força Aérea americana sobrevoaram o local durante a cerimônia. Com o barulho das aeronaves, o presidente americano se encolheu, apertou os olhos e fez uma careta. Xi permaneceu praticamente impassível.

Depois da chegada, Trump publicou nas redes sociais que o dirigente chinês parecia “forte, vibrante e em forma —melhor do que nunca”. Durante a visita, também afirmou que Estados Unidos e China nunca haviam mantido uma relação tão boa.

Passeio pela Casa Branca

No dia seguinte, Trump acompanhou Xi em um passeio pelo complexo presidencial. O presidente americano mostrou as obras de um novo salão de festas e outras reformas realizadas durante seu segundo mandato.

Diante da galeria dedicada aos presidentes dos Estados Unidos, Trump parou diante do espaço reservado a Joe Biden. Em vez de uma fotografia do democrata, havia uma imagem de uma autopen, caneta automática usada para reproduzir assinaturas. Trump aproveitou a cena para questionar as condições físicas e mentais do antecessor e associar o uso do equipamento ao trabalho presidencial. A ferramenta, porém, também foi usada por outros presidentes, inclusive pelo próprio Trump.

Xi, conhecido por manter uma postura formal em aparições públicas, reagiu com uma risada. Em outro momento, ao ver uma fotografia dos dois líderes juntos, Trump brincou: “Quem é esse? Não reconheço”.

Os gestos de informalidade incluíram contatos frequentes de Trump no braço e nas costas de Xi. O líder chinês retribuiu um desses movimentos. A recepção também foi marcada por jantar na Casa Branca, honras militares e outros elementos de uma visita de Estado.

Rivalidade permanece

A aproximação exibida no encontro não eliminou as divergências entre as duas potências. Estados Unidos e China continuam em disputa por comércio, tarifas, tecnologia e segurança, além de manterem posições diferentes sobre Taiwan. A competição também envolve inteligência artificial, semicondutores e terras raras, área que oferece a Pequim uma fonte de pressão sobre Washington pela dependência americana.

A cerimônia teve significado adicional porque, em 2015, Trump havia ridicularizado a possibilidade de oferecer um jantar de Estado a Xi durante uma visita a Washington no governo de Barack Obama. Na ocasião, disse que serviria ao líder chinês um hambúrguer do McDonald’s e que os dois deveriam começar a trabalhar.

Desde então, Trump passou pela Casa Branca, enfrentou uma guerra comercial com Pequim, perdeu a eleição para Joe Biden e voltou ao poder. Ao concluir a visita, afirmou que o encontro foi marcado por amizade, força e sucesso e que muito já havia sido realizado.

Trump declarou ainda que pretende voltar a se encontrar com Xi em novembro, na China, durante a cúpula da Apec, e em dezembro, no G20 em Miami.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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