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Economia

Tecnologias chinesas exportadas evitaram 374 milhões de MtCO2 em 2025

Painéis solares, baterias, turbinas eólicas e veículos elétricos responderam pela redução estimada de emissões ao longo do ano e de sua vida útil.

Tecnologias chinesas exportadas evitaram 374 milhões de MtCO2 em 2025
Foto: Victoria Damasceno/Folhapress

As exportações chinesas de tecnologias limpas evitaram, em 2025, a emissão de 374 milhões de MtCO2, volume superior às emissões produzidas pelo Reino Unido. A estimativa consta de uma análise de Lauri Myllyvirta, cofundador do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo, com sede em Helsinque, na Finlândia.

O cálculo considera baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos e, principalmente, painéis solares enviados pela China a outros países. Ao longo da vida útil desses produtos, a redução estimada chega a 6.900 MtCO2, alta de 31% em relação a 2024. O volume equivale a cerca de duas vezes as emissões da Índia no ano passado.

A China é a maior emissora de carbono do mundo e também a principal produtora e exportadora das tecnologias usadas para reduzir emissões. A produção em grande escala e os preços mais baixos dos equipamentos chineses contribuíram para a expansão da eletrificação e da descarbonização, especialmente em países em desenvolvimento.

Quase um terço das emissões evitadas calculadas veio das exportações de painéis solares para o sul da Ásia. No Paquistão, a expansão da energia solar elevou a participação da fonte na geração de eletricidade a um dos maiores níveis do mundo.

“O crescimento atual da energia solar e dos veículos elétricos, especialmente nos países emergentes, não estava no radar de ninguém cinco anos atrás”, afirmou Myllyvirta. Para ele, o aumento da oferta e a queda dos preços, somados a dois choques nos preços dos combustíveis fósseis nos últimos cinco anos, estimularam a adoção dessas tecnologias.

As exportações de painéis solares, turbinas eólicas, baterias e veículos elétricos movimentaram US$ 194 bilhões (R$ 999 bilhões) no ano passado, conforme dados da alfândega chinesa. Até junho deste ano, os embarques haviam alcançado US$ 128 bilhões (R$ 654 bilhões).

Apesar do crescimento, as emissões evitadas pelas exportações ainda representam uma parcela pequena das emissões globais de carbono, estimadas em cerca de 39 bilhões de toneladas em 2024.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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