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Internacional

Soja brasileira entra no cálculo da reunião entre Xi Jinping e Trump

Encontro nos EUA deve tratar de compras chinesas, terras raras e um canal para incidentes graves envolvendo inteligência artificial.

Soja brasileira entra no cálculo da reunião entre Xi Jinping e Trump
Foto: Kenny Holston/Reuters

A soja brasileira pode ser afetada pelas negociações entre Xi Jinping e Donald Trump, previstas para a próxima quinta-feira (24), nos Estados Unidos. A China avalia retomar o compromisso de compras do produto americano, feito em maio e ainda não cumprido integralmente, enquanto os embarques brasileiros para o mercado chinês continuam crescendo.

Estatais chinesas reservaram cerca de 260 mil toneladas de soja dos EUA no fim da semana passada. O movimento ocorre no momento em que Pequim e Washington discutem um acordo com metas de compra, em vez de um novo tratado comercial. Fontes da Casa Branca indicam que essa é a proposta em elaboração pelo governo americano.

O encontro será o terceiro presencial entre os dois líderes em menos de um ano. Também integra a viagem de três dias de Xi aos Estados Unidos e marca sua primeira visita de Estado ao país desde setembro de 2015, quando foi recebido por Barack Obama. As expectativas são consideradas modestas.

Terras raras e tarifas

A trégua de Busan, que suspendeu por um ano os controles chineses sobre terras raras e as tarifas retaliatórias, termina no início de novembro. O Atlantic Council prevê uma extensão de seis meses e o chamado “30 por 30”: cada país retiraria tarifas sobre US$ 30 bilhões em importações do outro.

As terras raras voltaram ao centro da disputa depois que Pequim retaliou empresas americanas. A reação ocorreu após a agência reguladora das comunicações dos EUA vetar robôs e inversores de energia estrangeiros. Desde então, exportadores chineses cancelaram embarques, e os dois governos acusam o outro de violar a trégua.

Inteligência artificial

Washington acusa seis empresas chinesas de treinar seus modelos com sistemas americanos, prática conhecida como destilação. A medida mais concreta em discussão é a criação de um canal para notificar incidentes graves envolvendo inteligência artificial, proposta apresentada pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.

Xi também pretende sair da reunião com um calendário definido para os próximos encontros. Trump deve participar da Apec, na China, em novembro, enquanto o líder chinês está confirmado no G20 de Miami, em dezembro. Pequim aposta que a agenda de cúpulas reduza o espaço para gestos hostis de Washington.

Para a América Latina, as negociações envolvem dois riscos apontados no debate. Cotas definidas em cúpulas podem retirar da soja brasileira a disputa por preço. Além disso, a procura por minerais fora da China tende a levar a competição por esses recursos para a região quando a trégua terminar.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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