A ICC Brasil, entidade que reúne empresas, bancos e escritórios de advocacia, divulgou uma carta aberta sobre as suspeitas de desvios de conduta no poder público relacionadas aos desdobramentos do caso Banco Master. O documento defende a apuração dos fatos pelos canais institucionais competentes e afirma que a manifestação representa a posição da entidade, não a de seus associados individualmente.
Com o título “Integridade, Governança e Transparência: Pilares Inegociáveis para o Brasil”, a carta sustenta que os fatos devem ser analisados com rigor e imparcialidade. A ICC Brasil também relaciona a integridade e a ética à segurança jurídica, à previsibilidade e à atração de investimentos.
A entidade afirma que instituições de Estado e empresas privadas devem seguir padrões rigorosos de conduta. No documento, declara preocupação com possíveis impactos econômicos e sociais quando esses padrões são enfraquecidos.
A carta não menciona órgãos específicos, mas faz referência genérica ao Judiciário e a órgãos reguladores. Também cita agências setoriais, autoridades monetárias, entidades do mercado de capitais e o próprio Poder Judiciário ao tratar da governança necessária para a competitividade internacional.
A manifestação ocorre após a divulgação de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. O texto também menciona a reação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu a anulação do relatório da Polícia Federal.
Entre os associados exibidos no site da ICC estão Santander, Bank of America, BNDES, Bradesco, Itaú e J.P.Morgan. A relação inclui ainda empresas como Amazon, Johnson&Johnson, CPFL Energia, Embraer, Ericsson, KPMG, Kroll, Mercado Livre, Natura, Nestlé Brasil, Shell Brasil e Siemens, além dos escritórios BMA Advogados, Veirano, Wald, Tauil & Chequer, Tozini Freire, Pinheiro Neto e Mattos Filho.
Outras entidades privadas também elaboram manifestações. Entre elas está a Fiesp, em um documento que reúne sindicatos patronais, associações e confederações como CACB, CNI e Anfavea.


