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Economia

Lula defende mandatos no STF e cobra autonomia econômica em encontro empresarial

Presidente também criticou agências reguladoras, falou sobre contas públicas e pediu apoio eleitoral durante evento em São Paulo.

Lula defende mandatos no STF e cobra autonomia econômica em encontro empresarial
Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a discussão sobre mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a forma de escolha da Corte precisa ser debatida pela sociedade. A declaração ocorreu durante encontro com quase 700 empresários e executivos, em São Paulo.

Lula também criticou o cargo vitalício no tribunal e disse que não decidiria sozinho sobre uma eventual mudança. Para ele, o país precisa avaliar o funcionamento do Judiciário e o modelo de composição da Suprema Corte.

Contas públicas e agências

Na área econômica, o presidente afirmou que o controle das contas é uma obrigação do governo. Disse ter recebido o país com déficit de 2,8% e declarou que pretende entregar superávit de 0,1% neste ano. Lula rejeitou, porém, que o ajuste seja feito com cortes na Previdência e em políticas de inclusão social, defendendo a combinação entre responsabilidade fiscal e social.

O presidente também reclamou de o Brasil ainda não ter recuperado o grau de investimento, apesar da redução do risco-país. Ele afirmou que pretende rever a relação entre o Executivo e as agências reguladoras, com críticas especialmente à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo Lula, a agência foi chamada a explicar dificuldades de fiscalização e o trabalho remoto de funcionários.

“As agências vão ter que voltar a ser agência reguladora, e quem define a política pública é o Estado brasileiro”, afirmou Lula.

Durante o discurso, ele ainda fez críticas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e associou a atuação das agências à influência de empresários sobre decisões políticas.

Tecnologia e disputa eleitoral

Lula defendeu o programa de incentivos a data centers, mas alertou para o consumo de energia dessas estruturas. Também afirmou que o Brasil deve desenvolver infraestrutura própria de inteligência artificial, sem ficar restrito à disputa tecnológica entre China e Estados Unidos.

O presidente relacionou a eleição à defesa dos interesses brasileiros, mencionou reservas de terras raras e minerais críticos e disse que investimentos estrangeiros devem trazer conhecimento tecnológico e estimular a industrialização no país. Ao falar de produção e mercado, citou a queda das vendas de automóveis, de cerca de 3,8 milhões para 1,6 milhão.

Lula pediu votos para o primeiro turno e apresentou sua experiência e a parceria com o vice-presidente Geraldo Alckmin como argumentos eleitorais. Também criticou adversários sem mencionar diretamente Flávio Bolsonaro e afirmou que sua chapa seria melhor do que as demais opções.

O encontro ocorreu no Hotel Tivoli Mofarrej, na região da avenida Paulista, e foi promovido pela Esfera Brasil, pelo grupo jurídico Prerrogativas e pelo Parlatório. Entre os participantes estavam Joesley Batista, Gustavo Pimenta, Rodrigo Vidigal, Milton Maluhy Filho, Ricardo Lacerda, Ivan Monteiro, João Brito Martins, Rubens Ometto e Marcos Almeida.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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