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Economia

Em Curitiba, Lula questiona prioridade ao superávit e cita custo de juros

Presidente disse que investimentos dependem de mais espaço fiscal e afirmou que o país paga R$ 1,3 trilhão em juros.

Em Curitiba, Lula questiona prioridade ao superávit e cita custo de juros
Foto: Bruno Todeschini/Grupo RBS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a taxa de juros representa a principal parcela da dívida brasileira e defendeu que o governo amplie os investimentos para estimular o crescimento e a geração de empregos. As declarações foram dadas durante um comício na cidade, onde ele concorre à reeleição para a Presidência da República no pleito de outubro.

Lula disse que o país paga R$ 1,3 trilhão em juros e classificou como “babaquice de fazer superávit” a busca por resultado positivo nas contas públicas. Para o presidente, o restante da dívida estaria relacionado a investimentos.

Divergência com o plano de governo

A posição apresentada no comício contrasta com o plano de governo do PT protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento promete uma política fiscal responsável, com controle do aumento do gasto primário, melhoria da eficiência e da qualidade das despesas públicas, promoção de justiça tributária e combate a privilégios e distorções.

O texto afirma que o resultado fiscal deverá ser obtido com a retomada do crescimento econômico e prevê uma redução sustentada da taxa de juros por meio do aumento dos investimentos produtivos e do crescimento econômico de longo prazo.

Em entrevista à TV Globo, no fim de agosto, Lula havia declarado que o país teria superávit. Na ocasião, também afirmou que pretendia promover uma “revolução tecnológica” em um eventual próximo mandato, com investimentos em inteligência artificial, minerais críticos, terras raras e defesa. O presidente disse que o resultado das contas, então de 0,8%, seria positivo após ter sido de 2,8%.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reiterou nas últimas semanas que o governo buscará retomar a trajetória de superávit a partir de 2027, caso Lula seja reeleito. A proposta de orçamento enviada ao Congresso Nacional prevê saldo positivo de R$ 18,6 bilhões, depois de um período de contas no vermelho.

Pressão sobre juros e dívida

Analistas têm demonstrado preocupação com a trajetória das contas públicas. Eles avaliam que déficits fiscais recorrentes pressionam a taxa de juros e o endividamento público. Para reduzir o juro e conter a dívida, defendem um ajuste fiscal mais forte.

Economistas também observam que uma redução da Selic, atualmente em 14%, não garante juros menores em toda a economia. As taxas de longo prazo são definidas pelo mercado e refletem expectativas sobre inflação, atividade econômica e gastos públicos. Quando essas expectativas pioram, os investidores exigem taxas mais altas para financiar o governo.

Esse movimento aumenta o custo da rolagem da dívida pública, realizada por meio da emissão de títulos do Tesouro Nacional, e pode elevar o endividamento brasileiro. A dívida pública atingiu 82% em junho, maior patamar desde a pandemia, com alta de mais de 10 pontos na parcial da atual gestão de Lula. A proposta de ajuste das contas prevê melhora gradual para tentar conter esse crescimento e reduzir os juros.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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