São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00%
Notícia com critério
Economia

Uruguai lidera ranking de países para aposentados com renda passiva

Estudo compara 46 programas de residência e aponta exigências de renda, tributação, mobilidade e cidadania em dez países.

Uruguai lidera ranking de países para aposentados com renda passiva

O Uruguai foi considerado o melhor país para aposentados entre os destinos avaliados em um ranking que compara 46 programas de visto para pessoas com renda passiva. Ilhas Maurício, Espanha, Costa Rica e Portugal aparecem na sequência dos cinco primeiros colocados.

O levantamento considera a renda necessária para obter residência, a qualidade de vida, a facilidade de viajar para outros países, as regras de cidadania, a tributação, a burocracia e os custos de entrada. O Brasil não aparece no ranking principal, mas ocupa o 3º lugar entre os destinos para quem busca um segundo passaporte.

Exigências e condições dos cinco primeiros

No Uruguai, é preciso comprovar renda estável mínima de US$ 1.700 (R$ 8.789 mil) por mês. O país concede residência permanente diretamente, sem exigir uma etapa anterior de residência temporária. As taxas governamentais variam de US$ 100 (R$ 517) a US$ 300 (R$ 1,55 mil). A cidadania pode ser obtida depois de 3 a 5 anos, desde que as condições previstas sejam cumpridas, e é possível manter a nacionalidade de origem. O país também oferece isenção de imposto sobre capitais estrangeiros por 10 anos, no chamado Tax Holiday 2.0.

Ilhas Maurício exige renda mensal de US$ 2 mil (R$10,3 mil) ou transferência anual de US$ 24 mil (R$ 124 mil). O sistema tributário territorial não tributa pensões ou rendimentos estrangeiros, e não há cobrança sobre patrimônio ou herança. O programa permite incluir cônjuge, filhos de até 24 anos e pais.

Na Espanha, o visto Não-Lucrativo requer renda passiva mínima de € 2,4 mil por mês (R$ 14 mil). O processo é estimado em quatro a oito meses, e o país se destaca pela qualidade de vida, pela mobilidade e pela expectativa de vida de 84 anos. O estudo recomenda planejamento tributário por causa da tributação progressiva sobre a renda global.

A Costa Rica exige pensão vitalícia de pelo menos US$ 1 mil por mês (R$ 5,17 mil) no visto Pensionado. O valor não aumenta com a inclusão de dependentes diretos, e a residência pode levar à naturalização depois de sete anos.

Portugal aparece em quinto lugar com o visto D7. A renda mínima é de € 920 por mês (R$ 5,3 mil). Para o cônjuge, são acrescentados 50% desse valor; para cada filho dependente, mais 30%. O programa aceita pensões, dividendos e aluguéis e permite circulação pelo espaço Schengen.

Outros destinos entre os dez primeiros

O Paraguai é apontado como uma das opções de menor custo, com renda mínima de US$ 1,2 mil por mês (R$ 6,2 mil). O processo leva entre três e seis meses. O país não cobra imposto sobre receitas de fonte estrangeira e lidera a classificação específica de “Budget Retiree”.

A Letônia ocupa o sétimo lugar. O requisito é renda mínima de € 1,23 mil por mês (R$ 7,21 mil), com taxa governamental padrão de € 160 (R$ 937) e análise em aproximadamente dois meses. O programa é destinado a pessoas com 65 anos ou mais de países isentos de visto e permite circulação pelo Espaço Schengen, que reúne 29 países europeus.

Andorra exige renda estrangeira de pelo menos € 54,9 mil por ano (R$ 321,78 mil), além de aproximadamente € 18,3 mil por dependente (R$ 107,26 mil). Também é necessário investimento local de € 1 milhão (R$ 5,86 milhões). O programa é voltado a pessoas com patrimônio elevado e prevê imposto de renda de no máximo 10%.

A Itália ocupa a nona posição. O visto de Residência Eletiva exige renda passiva mínima de € 31 mil por ano (R$ 181,66 mil), e não permite trabalho local. Entre os pontos destacados estão a possibilidade de dupla cidadania e uma alíquota fixa de 7% sobre rendimentos estrangeiros para aposentados que se mudem para pequenas comunas no sul do país.

A Grécia fecha a lista. A renda mínima é de € 3,5 mil (R$ 20,5 mil) por mês, com acréscimo de 20% para o cônjuge e de 15% por filho. O país permite dupla cidadania, prevê naturalização em sete anos e oferece taxa fixa de 7% sobre rendas e pensões estrangeiras por até 15 anos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.