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Economia

Petrobras rejeita aporte isolado na Braskem e prepara proposta com IG4

Magda Chambriard afirmou que a estatal não pretende ampliar sozinha sua participação na petroquímica, que está em recuperação extrajudicial.

Petrobras rejeita aporte isolado na Braskem e prepara proposta com IG4
Foto: Ricardo Moraes -21.set.26/Reuters

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quinta-feira (24) que a estatal não fará sozinha um aporte de recursos na Braskem e reiterou que não pretende reestatizar a petroquímica.

A declaração ocorreu após credores da companhia proporem um aporte de US$ 3 bilhões (R$ 15,5 bilhões) dos atuais controladores nos dois primeiros anos de um eventual plano de recuperação. A Braskem está em recuperação extrajudicial.

Petrobras e IG4, os acionistas da empresa, discutirão formalmente a proposta nesta sexta (25). Os dois controladores devem preparar uma alternativa para apresentar aos credores na próxima semana.

A Petrobras detém 47% do capital votante da Braskem. A IG4 passou a controlar a companhia após comprar ações da Novonor, ex-Odebrecht, que estavam com grandes bancos como garantia para o pagamento de dívidas. A gestora possui 50,1% da empresa.

A proposta dos acionistas prevê uma reestruturação de longo prazo, com medidas para elevar a rentabilidade e reduzir custos operacionais. Entre as iniciativas estão o uso de insumos fornecidos pela Petrobras, como gás natural, e da frota da estatal no transporte de produtos petroquímicos.

Os controladores também pretendem aproveitar as condições do mercado petroquímico, que opera com margens elevadas após a interrupção da produção no Oriente Médio com o início da guerra no Irã.

O plano recusado pelos credores estabelecia um período de cinco anos para a recuperação. Os credores, porém, querem recuperar parte das perdas em dois anos. A dívida da Braskem é de US$ 11 bilhões (cerca de R$ 55 bilhões).

Os principais credores são detentores de títulos internacionais, conhecidos como bondholders. O prazo para as negociações termina no fim de novembro, mas o grupo busca uma solução no início do mês.

No mesmo evento, o diretor de processos industriais da Petrobras, William França, afirmou que espera um acordo dentro do prazo. “Estamos buscando garantir um plano de reestruturação de capital dentro da recuperação extrajudicial”, disse. Segundo ele, o objetivo é que a empresa esteja robusta daqui a cinco, seis anos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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