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Economia

Projeto prevê novas tipificações para restringir apostas e jogos virtuais

Proposta enviada ao Congresso prevê penas de até 6 anos para operações de apostas de quota fixa e outras atividades do setor.

Projeto prevê novas tipificações para restringir apostas e jogos virtuais
Foto: Carlos Trinca/EPTV

O projeto de lei enviado nesta sexta-feira (25) ao Congresso Nacional prevê cinco novas tipificações penais relacionadas à exploração de apostas e jogos virtuais online. A medida acompanha a proibição anunciada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também alcança concessões e autorizações estaduais e distritais.

As lotéricas autorizadas em lei não estão incluídas na proibição. A proposta foi apresentada como reforço à medida provisória anunciada pelo governo, conforme explicou o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.

O texto estabelece que explorar ou operar apostas de quota fixa, por qualquer meio, será crime. A pena prevista é de reclusão de 4 a 6 anos, além de multa, mesmo quando o responsável tiver autorização concedida por uma autoridade estrangeira.

A mesma faixa de punição poderá ser aplicada a quem oferecer, receber, registrar, intermediar, disponibilizar ou administrar canais e estabelecimentos voltados às apostas.

Plataformas e pagamentos

O projeto também alcança instituições ou agentes que realizem transações, processem ou armazenem pagamentos de apostas sabendo da origem dos recursos. Desenvolvedores e distribuidores de aplicativos e plataformas de apostas online estão incluídos nessa previsão.

Para essas atividades, a proposta estabelece pena de 2 a 4 anos de reclusão. O texto ainda prevê aumento de um terço da punição quando a aposta envolver um evento virtual de jogo online, como os cassinos virtuais, entre eles o chamado “jogo do tigrinho”.

Wellington César Lima e Silva afirmou que a fiscalização, isoladamente, não seria suficiente. O ministro citou Alemanha, Bélgica, Colômbia e Itália ao explicar que o governo optou por propor novas figuras criminosas específicas para reforçar a restrição.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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