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Economia

Renault acelera elétricos e usa parceria chinesa para renovar portfólio

Montadora ampliou participação na Europa e prepara novos modelos elétricos, enquanto investe R$ 5,8 bilhões na fábrica do Paraná.

Renault acelera elétricos e usa parceria chinesa para renovar portfólio
Foto: Eduardo Sodré/Folhapress

A Renault elevou em 0,2 ponto percentual sua participação no mercado europeu entre janeiro e setembro, para 6,3%, mesmo com a chegada de novas marcas chinesas. A montadora atribui parte da estratégia de crescimento à combinação entre veículos elétricos, eficiência no desenvolvimento e releituras de modelos históricos.

Ivan Segal, vice-presidente global de vendas da Renault, afirma que a empresa passou a incorporar métodos aprendidos na China. A companhia mantém no país um centro de desenvolvimento com 150 funcionários. O novo Twingo, por exemplo, foi desenvolvido em aproximadamente dois anos, ante quatro anos em projetos semelhantes no passado.

“Aprendemos com a velocidade chinesa e aplicamos esses conhecimentos aos nossos processos”, disse Segal.

Modelos históricos com tecnologia elétrica

Apresentado no Salão do Automóvel de Paris de 2026, o novo Twingo retoma elementos da primeira geração, lançada em 1993. O compacto tem motorização elétrica e alcance próximo a 250 km no uso urbano, conforme o padrão europeu. Na França, seu preço equivale a R$ 110 mil, colocando o modelo na disputa direta com o BYD Dolphin Mini.

A Renault também exibe conceitos inspirados em veículos de sua trajetória. A minivan e-Space e o Renault 5 Turbo 3E remetem a carros da década de 1980. O estande inclui ainda uma versão moderna do Renault 8 Gordini, sedã esportivo lançado originalmente em 1964. Todas as releituras têm motorização elétrica.

A marca informa que suas vendas de automóveis a bateria na Europa cresceram aproximadamente 75% no acumulado do ano em relação a 2025. O Twingo e o compacto 5 E-Tech, atualização de um modelo histórico, estão entre os produtos que impulsionam esse desempenho.

Demanda europeia e planos no Brasil

Para Segal, a procura por veículos elétricos também reflete o cenário internacional e a evolução dos preços dos combustíveis. As incertezas relacionadas ao preço da energia em meio ao conflito no Irã teriam pesado mais do que as preocupações com o fornecimento de energia durante a guerra da Ucrânia.

“Quando o cliente compara o custo de utilização de um automóvel a combustão com o de um veículo elétrico, em muitos casos conclui que o elétrico é mais vantajoso”, afirmou o executivo.

Em outros mercados, a Renault investe em diferentes tecnologias eletrificadas por meio de parcerias. No Brasil, a fabricante francesa se associou à chinesa Geely. O acordo resultou em R$ 2 bilhões adicionais para a fábrica de São José dos Pinhais (PR), que passa por um ciclo total de R$ 5,8 bilhões em aportes, com conclusão prevista para o próximo ano.

A unidade produzirá os modelos chineses EX2 e EX5 e, futuramente, um híbrido com a marca Renault baseado na plataforma da Geely. O veículo deverá atender a diferentes mercados da América Latina.

Enquanto o novo modelo não chega, a Renault do Brasil busca ampliar as vendas dos SUVs Kardian e Boreal. O compacto Kwid foi atualizado recentemente, e a picape Niagara está prevista para chegar às lojas no início de 2027.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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