A tentativa de ataque à base aérea RAF Fairford, no sudoeste da Inglaterra, levou à detenção de cinco homens sob suspeita de crimes ligados a explosivos. Três vans que supostamente carregavam explosivos foram encontradas nas proximidades da instalação no dia 27 de setembro.
A base havia sido usada por bombardeiros americanos em ataques contra o Irã. O episódio passou a ser associado ao governo iraniano depois de uma declaração conjunta do Ministério das Relações Exteriores britânico, assinada por mais de 25 países, incluindo os EUA. O documento atribuiu ao Irã envolvimento no incidente.
Em discurso no Parlamento, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse que a avaliação do governo é de que o plano provavelmente foi coordenado no Irã e quase certamente conduzido pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). Burnham afirmou ainda que o Reino Unido pretende usar seus poderes contra redes criminosas ligadas ao país, suas fontes de financiamento e a capacidade do Irã e da IRGC de agir contra os britânicos.
Negativa iraniana
Seyed Ali Mousavi, ouvido pela mídia estatal iraniana IRNA, afirmou que Teerã não participou do caso e manifestou disposição para colaborar com as autoridades britânicas na investigação. Ele pediu que Londres apresente documentos ou provas que sustentem as acusações: “Teerã não teve qualquer envolvimento neste assunto”.
A embaixada do Irã em Londres já havia rejeitado a suspeita em uma mensagem publicada no X, classificando as alegações como infundadas e maliciosas.
O então presidente dos EUA, Trump, também foi questionado sobre uma possível conexão iraniana. Ele respondeu que isso poderia ocorrer, mas não apresentou detalhes. Trump disse saber a resposta e poder ser específico, embora preferisse não revelar o que sabia. Também afirmou que não teria libertado os envolvidos e elogiou o trabalho realizado por eles em cooperação com os americanos.


