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Focos em áreas preservadas levam governo a suspeitar de incêndios provocados no Amazonas

Painel registrou 1.600 eventos de fogo ativo no estado entre 1º de outubro e esta segunda-feira (12), alta de 260% em um ano.

Focos em áreas preservadas levam governo a suspeitar de incêndios provocados no Amazonas
Foto: Michael Dantas/- 9.out.26/AFP

O Amazonas registrou 1.600 eventos de fogo ativo entre 1º de outubro e esta segunda-feira (12), segundo o Painel do Fogo, do Censipam. No mesmo intervalo de 2025, foram contabilizados 444 eventos, uma alta de 260%. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a presença de vários focos dentro de áreas preservadas aponta para incêndios criminosos.

A declaração ocorreu depois de um sobrevoo realizado no domingo (11), principalmente na região de Autazes, um dos municípios mais atingidos. Para Capobianco, o fogo não está restrito a pastagens e teria como objetivo degradar a floresta para permitir uma derrubada posterior. “Nós vimos focos no meio da floresta preservada, inúmeros focos”, afirmou.

O ministro pediu ao Governo do Amazonas que acione a Polícia Militar (PM), além do Corpo de Bombeiros, para identificar e punir os responsáveis. “É necessário combater a impunidade que está reinando aqui na região”, disse.

Combate e áreas atingidas

A comitiva federal também teve o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o presidente do Ibama, Jair Schmitt. Desde o início da temporada de incêndios florestais, o Ibama extinguiu 292 incêndios no Amazonas e atua contra outros oito focos ativos.

Entre 1º de junho e 11 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas registrou 3.558 ocorrências de incêndios urbanos e florestais. A corporação informou ter combatido 21.690 focos: 4.526 em Manaus e 17.164 no interior.

Em Itacoatiara, uma força-tarefa com mais de 150 pessoas foi mobilizada. A prefeitura informou que seis pontos do município foram atingidos e que mais de 2.000 hectares foram queimados. Em Careiro da Várzea, caminhões-pipas foram contratados, e famílias deixaram suas casas devido à aproximação do fogo de áreas residenciais. Em Boa Vista do Ramos, mais de 200 pessoas atuam voluntariamente na contenção das chamas.

Fumaça e mobilização federal

Manaus permaneceu encoberta por fumaça pelo quinto dia consecutivo nesta segunda-feira. O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou qualidade péssima do ar em diferentes pontos. Em um deles, a concentração de material particulado chegou a 219 microgramas por metro cúbico (µg/m³); a qualidade é considerada boa até 25 µg/m³.

O Governo Federal mobilizou 11 aeronaves para o combate. Duas aeronaves KC-390 Millenium, da FAB, chegaram a Manaus na noite do domingo (11). Uma será usada para transportar materiais e equipamentos, e a outra atuará diretamente no combate aos incêndios. Para esta segunda-feira (12), estavam previstas três decolagens de cerca de duas horas, com lançamento aproximado de 12 mil litros de água por saída.

O Governo do Amazonas informou manter ações de prevenção, fiscalização, monitoramento e combate durante a estiagem. O estado proibiu o uso do fogo por 120 dias por meio do Decreto Estadual de 9 de setembro de 2026, contratou 153 brigadistas florestais e decretou situação de emergência em 36 municípios.

A gestão estadual atribuiu o agravamento das condições ao fenômeno El Niño, com previsão de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas. O Governo Federal também informou apoio ao estado por meio do projeto ProAmazon, com R$ 45 milhões do Fundo Amazônia para reforçar a estrutura do Corpo de Bombeiros e ações de prevenção e combate.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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