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Economia

Algodão coloca Sapezal no topo do ranking agrícola brasileiro em 2025

Sapezal liderou o valor da produção agrícola, enquanto Sorriso ficou em terceiro após mudanças territoriais e desempenho das lavouras.

Algodão coloca Sapezal no topo do ranking agrícola brasileiro em 2025

Sapezal assumiu a liderança nacional em valor da produção agrícola em 2025, impulsionada principalmente pelo algodão, pela soja e pelo milho. Sorriso, em Mato Grosso, terminou o ano na terceira posição, atrás também de São Desidério, na Bahia, depois de permanecer seis anos no topo do ranking.

Os dados integram a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17). O levantamento calcula o valor das principais lavouras de cada município com base na quantidade colhida e no preço médio pago aos agricultores.

O desempenho de Sapezal

Em Sapezal, o algodão herbáceo respondeu por quase 60% do valor agrícola municipal. A cultura gerou R$ 5,12 bilhões, alta de 42,8% em um ano, com cerca de 1,2 milhão de toneladas colhidas. A soja produziu R$ 2,80 bilhões, avanço de 51,4%, enquanto o milho movimentou R$ 656,9 milhões, crescimento de 58,1%.

O município fica no oeste de Mato Grosso, a cerca de 520 quilômetros de Cuiabá, e tem pouco mais de 32 mil habitantes. Sua economia está ligada à produção agrícola, especialmente de soja, milho e algodão. A expansão da fronteira agrícola de Mato Grosso ganhou força na região nas décadas de 1970 e 1980, com a chegada de produtores da Região Sul.

O núcleo urbano começou a se consolidar no fim dos anos 1980, após a abertura da MT-235 e um projeto de colonização ligado ao empresário André Antônio Maggi, da família que deu origem ao Grupo Amaggi. Sapezal foi criado oficialmente em 1994, quando se emancipou de Campo Novo do Parecis. Em 1996, Maggi foi eleito o primeiro prefeito do município.

Mudanças no território de Sorriso

A perda da liderança por Sorriso não representa uma queda generalizada da produção agrícola local. A classificação foi afetada tanto pelo desempenho das lavouras quanto pela criação de Boa Esperança do Norte, que passou a ser considerada um município separado nas estatísticas do IBGE a partir de 2025.

A nova cidade foi formada por áreas antes pertencentes a Sorriso e Nova Ubiratã. Do território incorporado por Boa Esperança do Norte, 20% vieram de Sorriso e 80% de Nova Ubiratã.

Com a alteração, a área plantada total de Sorriso diminuiu 9,3% em 2025. A área de soja caiu 8,3%, a de milho recuou 10% e a de algodão, 19,7%. Ainda assim, o valor da produção de soja aumentou 21,6%, para R$ 4,05 bilhões. Sorriso continuou na liderança nacional em valor da produção de milho. No algodão, o valor caiu 1,6% e a quantidade colhida diminuiu 12,8%.

Boa Esperança do Norte apareceu na 25ª posição nacional, com R$ 1,7 bilhão em soja, R$ 952,8 milhões em milho e R$ 295,2 milhões em algodão. Já Nova Ubiratã teve redução de 42,9% na área plantada. As áreas de soja e milho recuaram 43,9%, e o município passou da 8ª para a 20ª posição no ranking.

Retrato da agricultura brasileira

O valor total da produção agrícola brasileira chegou a R$ 927,2 bilhões em 2025, alta de 18,4% em relação a 2024. A colheita de cereais, leguminosas e oleaginosas somou 345,4 milhões de toneladas, avanço de 18,2% e maior volume da série histórica do IBGE.

A área colhida alcançou 101,3 milhões de hectares, crescimento de 4,2%. A soja registrou 165,3 milhões de toneladas e gerou R$ 315,2 bilhões, equivalentes a 34% da receita agrícola do país. O milho chegou a 141,2 milhões de toneladas, alta de 23,1%, e movimentou R$ 122,1 bilhões. Juntas, as duas culturas representaram 88,7% da produção brasileira de grãos.

Mato Grosso gerou R$ 165,6 bilhões, crescimento de 37,1%, e concentrou 17,9% do valor agrícola nacional. O Centro-Oeste movimentou R$ 288,0 bilhões, alta de 31,8%, e superou o Sudeste, que registrou R$ 271,0 bilhões. As 10 maiores cidades agrícolas somaram R$ 65,9 bilhões, o equivalente a 7,1% do faturamento do setor.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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