RIO DE JANEIRO — O aumento da produtividade foi o principal impulso para a expansão da soja em 2025. O rendimento médio chegou a 3.470 kg/ha, alta de 10,3% sobre 2024, enquanto a área plantada ou destinada à colheita avançou 3,1%. A safra atingiu 165,3 milhões de toneladas, crescimento de 14,4% no período.
Os dados estão na Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17). O levantamento acompanha a produção de 70 produtos agrícolas.
Participação da soja
O valor gerado pela soja foi de R$ 315,2 bilhões, equivalente a 34% dos R$ 927,2 bilhões obtidos pelo conjunto das lavouras pesquisadas. Em 2024, a participação do grão era de 33,2%. O valor nominal da produção, calculado com base na quantidade colhida e no preço médio pago aos agricultores, não considera a inflação.
A receita da soja aumentou 21,1% entre 2024 e 2025. Desde o início da série histórica, em 1974, a participação do produto no valor agrícola brasileiro passou de 10,9% para 34%. O maior percentual registrado ocorreu em 2021, quando chegou a 45,9%.
São Desidério, na Bahia, manteve a liderança entre os municípios no valor da produção de soja, com R$ 4,5 bilhões. No recorte estadual, Mato Grosso ficou em primeiro lugar, com R$ 90,3 bilhões, seguido por Paraná, com R$ 42,5 bilhões; Goiás, com R$ 37,7 bilhões; e Rio Grande do Sul, com R$ 28,3 bilhões.
Demais lavouras e frutas
O valor total da produção agrícola pesquisada pelo IBGE cresceu 18,4% em termos nominais ante 2024. O milho foi o segundo produto de maior participação, com R$ 122,1 bilhões, ou 13,2% do total. Na sequência aparecem cana-de-açúcar, com 11,7%; café, com 10,8%; algodão, com 4,4%; laranja, com 2,5%; arroz, com 2,1%; mandioca, com 2%; e banana, com 1,8%.
A pesquisa passou a incluir morango, acerola, cupuaçu e graviola entre as 24 frutas acompanhadas, enquanto o marmelo deixou a lista. O conjunto das frutas alcançou R$ 95,6 bilhões. Segundo o IBGE, a inclusão dos novos produtos contribuiu para elevar a receita em 4,2%. Sem essa alteração, haveria queda de 1,8% em 2025, influenciada pela laranja.


